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  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Cláudio Frischtak
  Data: 04/09/2013

    EUA são a economia que mais vai surpreender positivamente


O economista Cláudio Frischtak, presidente da Inter. B Consultoria Internacional de Negócios, não se surpreendeu com o bom desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, e aposta que o país vai continuar apresentado altas taxas de crescimento nos próximos anos

A taxa de 2,5% do PIB americano ficou acima das expectativas de muitos analistas, mas não da sua. Por quê?

Tenho falado sistematicamente do meu otimismo com a economia americana e acho que até o fim desta década será a economia que mais vai surpreender positivamente o mundo, por várias razões. A mais importante é a revolução energética de grandes proporções, que vai afetar o país como um todo e o tornará autossuficiente em energia na virada da década. Para se ter uma ideia, o preço do gás de xisto nos EUA é de cerca de US$ 3,5 o milhão de BTU (unidade padrão para medir energia). Um barril de petróleo que custa de US$ 100 a US$ 150 tem o equivalente a seis milhões de BTUs. Significa dizer que, com o gás não convencional, eles estão produzindo o equivalente a um barril de petróleo ao custo de US$ 21 (em 08/08/2013 o barril do tipo Brent fechou a US$ 115,16). Isso é uma revolução. Toda a indústria intensiva em energia está tendo uma revitalização fantástica, como a petroquímica, e também as que fornecem para essas indústrias. A energia era uma das maiores fragilidades da economia americana e, dadas as reservas e volumes que estão extraindo, haverá uma mudança na matriz energética. Até o Oriente Médio vai se tornar secundário.

Quais são os outros motivos?

O fato de o país ser aberto do ponto de vista do trabalho faz com que a população continue sendo rejuvenescida via migração, o que injeta um dinamismo muito grande na economia. O país também se tornou muito competitivo, os salários reais não têm aumentado, os custos de produção estão baixos, já há empresas retornando da Ásia. Até os problemas do presidente Obama com o Congresso, que fazem com o que o governo tenha dificuldade para gastar, têm como efeito positivo uma redução dramática do endividamento do setor público.

Para o Brasil, esse crescimento dos EUA é bom ou ruim?

A curtíssimo prazo é ruim, porque está havendo um processo de realocação de recursos para outros países. As pessoas estão olhando e pensando que é melhor colocar seus ativos lá do que aqui, gerando uma pressão em cima do dólar. Isso é reflexo de fragilidades que não tínhamos há cinco anos, sobretudo uma deterioração muito rápida da conta comercial. Mas, a médio prazo, o crescimento dos EUA e a recuperação da Europa nos beneficiam. A questão é o país fazer o dever de casa para estar pronto para esse benefício. Isso já começou a ser feito, com o ajuste do câmbio e dos juros. Falta corrigir o desarranjo fiscal introduzido por este governo. O certo seria fazer agora, porque, quanto mais cedo, menor o custo. Mas não será feito por causa das eleições do ano que vem. Teremos um 2015 muito difícil. Então, 2014 será um ano de recuperação da economia mundial liderado pelos EUA e nós vamos estar atrasados em nos beneficiarmos, mas ainda assim vamos nos beneficiar. 

 

 

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