GasNet - O Site do Gás Natural e GNV    
Distribuição Produção Legislação Termelétricas GD - Geração Distribuída Novas Tecnologias Cursos & Eventos Instituições

Tenha o GasNet no seu celular

Disponível para iPhone na AppStore

Disponível para Android na GooglePlay

 
 
FEIMEC - Feira Internacional de Máquinas e Equipam ...
(24/4/2018 - 28/4/2018)
São Paulo Expo Exhibition and Convention Center - Rod. dos Imigrantes Km 1,5
Informa Exhibitions

 
 
Atena Engenharia Leia as histórias do Netinho (nosso mascote) Acesse a nossa seção e saiba tudo sobre GNV Leia as histórias do Netinho (nosso mascote)
  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Élbia Mello, da ABEEól
  Data: 26/08/2014

    Eólica será a segunda fonte na matriz elétrica em 2020


Estimativas conservadoras da entidade apontam para uma contratação de 20 GW já no final desta década

Em seis anos o setor de geração eólica passou de uma simples coadjuvante na matriz elétrica nacional para se tornar a principal fonte de contratação em leilões. Tanto que a perspectiva para os próximos cinco anos é de passar fontes tradicionais como a térmica em participação na capacidade instalada no país e ficar atrás apenas da geração hidrelétrica. Segundo a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Melo, que participou do Brazil Wind Power 2014, entre os dias 26 e 28 de agosto de 2014, no Rio de Janeiro, em 2020, o Brasil deverá alcançar a marca de 20 GW dessa fonte. Isso porque o segmento está passando do momento de consolidação para o da sustentabilidade. Ela aponta que as autoridades perceberam isso.

Contudo, como todas as fontes, a eólica possui seus gargalos e desafios. A transmissão e o crescimento no mercado livre são os principais pontos a serem desenvolvidos por aqui. Até porque no país já há uma verdadeira indústria que levará o Brasil a se tornar um polo de exportação. Veja a seguir os principais trechos da entrevista:

Qual é o momento que o setor vive hoje no país?

Élbia Melo: O setor eólico vive momento de consolidação indo já para a chamada sustentabilidade de longo prazo. Esse momento é de consolidação porque toda aquela discussão da eólica na matriz elétrica e o potencial que teria foi superada. A fonte demonstrou ao longo dos últimos três anos que é de fato competitiva e de potencial enorme no país. Nesse ano ficou claro que a eólica contribui com a matriz, para a geração de energia e acrescenta à necessidade de energia em momentos de escassez hidrelétrica como temos visto atualmente. E tudo isso está sendo compreendido pelos policy makers, que demoraram um pouco para ter essa compreensão, de que se pode contar com a eólica e colocar na matriz como uma fonte confiável e que guarda água nos reservatórios e que contribui com o país em momentos em que mais se precisa de outras fontes de energia.

Além disso, traz grande desenvolvimento para as regiões com os efeitos das externalidades positivas nas regiões onde estão os parques, mostrando um fator que não se esperava e que surpreendeu fortemente, principalmente no semi árido. Um terceiro ponto é a cadeia produtiva. O país, de fato, está desenvolvendo uma cadeia de fabricantes e com a perspectiva futura de exportação para a América Latina e África do Sul. A fonte contribui para a geração de energia reduzindo a emissão de Co2 e redução de custo de térmicas ao passo que temos mais capacidade instalada e mostramos como essa fonte é importante para o país. De 2004 para cá foi a segunda fonte mais contratada, é a segunda mais competitiva. E a segunda mais contratada do país. Em quanto tempo podemos esperar esse fato?

Élbia Melo: De tudo que contratamos até agora em leilões a previsão é de encerrar 2018 com 14,2 GW, isso representa de 8% a 9 % matriz. Essa é a foto do momento, não podemos esquecer que  temos leilão todos os anos. Temos um número que é até conservador de que com isso, em 2020, teremos 20 GW de eólica, elevando a participação a algo entre 12% e 13% da matriz elétrica nacional. Atualmente essa colocação é das térmicas com 10% e biomassa em terceiro com 9%. Mas, considerando que não há gás e não haverá até lá para crescer, não há dúvidas que em 2020 seremos a segunda fonte em termos de participação na matriz elétrica nacional.

Depois de um ano de recorde de contratação da fonte em 2013 quais são os desafios que os agentes do setor têm a enfrentar ?

Élbia Melo: Os 4,7 GW foram espetaculares, mas não esperamos que esse número se repetirá. Sem dúvida teremos grandes contratações nos próximos anos, mas em 2013 foi para recuperar 2012. Mas independente disso continuaremos com um patamar de 2,3 GW ao ano no mínimo, também uma expectativa conservadora. Em termos de desafios ainda são muitos até porque estamos crescendo muito rápido e exponencialmente. Há desafios e gargalos regulatórios o principal é a transmissão. A despeito de se ter resolvido essa questão para aqueles parques parados que estão entrando em operação comercial, e até por isso se mudou o modelo de contratação, a transmissão ainda é um gargalo. Foi estabelecido pela política energética que a transmissão deve ser contratada antes dos parques, mas esse modelo tem que de fato começar a acontecer.

A transmissão deve ter tratamento simétrico para o ACR e ACL porque hoje há prioridade para o regulado. Existe todo um mercado o livre quer crescer, com sede de contratação e não pode, porque não tem a garantia da transmissão. Em segundo lugar, há o desafio da logística de transporte de equipamentos. O país se tornou uma fábrica de equipamentos, temos pás de até 60 metros, aerogeradores que precisam ser transportados como cargas especiais e como somos um país que utiliza a estrada como meio de transporte há grande problema. Falta eficiênci

Compartilhe este texto com seus amigos:
 



  Gasodutos
  Cogeração
  GNC

Informa Group
FEIMEC - Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos 2018

  CopyRight © GasNet - 2013