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  Distribuição - Novidades Tecnológicas
  Autor/Fonte: Ag.Estado/J.Commercio (RJ)/CanalEnergia
  Data: 03/03/2015

    GasBrasiliano tenta aliar gás e biomassa em usinas


A GasBrasiliano, distribuidora de gás natural do noroeste do estado de São Paulo, mapeou 167 usinas de açúcar e etanol na sua área de concessão na tentativa de quebrar um dos maiores paradigmas do setor energético: aliar uso do gás ao bagaço de cana nas unidades termelétricas.

Segundo o diretor-presidente da GasBrasiliano, Walter Fernando Piazza Júnior, o uso do gás consorciado com a biomassa para o aumento da eficiência energética já ocorre com sucesso em grandes clientes do agronegócio da companhia - como as produtoras de suco de laranja Cutrale e Louis Dreyfus Commodities (LDC).

"O bagaço é úmido, tem uma eficiência energética baixa e ainda vai para as caldeiras com muitos contaminantes. Além de melhorar a eficiência energética, ao ser queimado junto, o gás natural pode ser utilizado em outras fases do processo, como para secar o próprio bagaço", explicou Piazza, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

De acordo com o executivo, a GasBrasiliano já fez contatos com grandes grupos sucroalcooleiros - como o São Martinho e o Renuka - para o uso do gás natural nas usinas térmicas a biomassa e ainda parcerias em pesquisas. "É possível dobrar a eficiência das usinas", afirmou, citando testes já feitos.

As pesquisas devem consumir R$ 5 milhões em três anos e incluem ainda a rota inversa, ou seja, o uso, pela GasBrasiliano, do biogás natural produzido por usinas de cana. Esse biogás seria obtido, de acordo com Piazza, a partir da fermentação da vinhaça, subproduto da produção de açúcar e etanol, e ainda da chamada cana energia, variedade produzida com alto teor de biomassa muito utilizada na cogeração.

Indústrias

Além das usinas de cana, a GasBrasiliano tenta ampliar o uso de gás natural em clientes industriais na área de concessão - nas regiões Central, Norte, Nordeste e Oeste de São Paulo - principalmente produtores de vidro e cerâmica, cuja dependência de energia é alta.

"São empresas cuja energia representa até 25% do custo de fabricação e algumas delas têm projetos para a produção de energia elétrica em turbinas a gás, tamanha a preocupação com a alta do preço do insumo", explicou.

A GasBrasiliano pretende investir R$ 28 milhões na ampliação de sua rede de distribuição e fornecimento de gás em 2015, ante R$ 14,5 milhões em 2014. Além das indústrias, que consomem 96% do volume de 900 mil metros cúbicos diários do gás fornecido pela companhia, a GasBrasiliano pretende construir 40 quilômetros de redes e ainda priorizar no atendimento residencial e comercial de Ribeirão Preto (SP), maior município atendido pela empresa.

 

Fonte: Gustavo Porto, Agência Estado/Jornal do Com

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