GasNet - O Site do Gás Natural e GNV    
Distribuição Produção Legislação Termelétricas GD - Geração Distribuída Novas Tecnologias Cursos & Eventos Instituições

Tenha o GasNet no seu celular

Disponível para iPhone na AppStore

Disponível para Android na GooglePlay

 
 
Seminário Internacional - Mobilidade a Gás Natural ...
(22/11/2018 - 23/11/2018)
Hotel Hilton Copacabana – Av. Atlântica 1020
Abegás/Gas Natural Fenosa
Evento 100% dedicado ao mercado de GNV
Objetivo:
Apresentar as soluções tecnológicas e os b ...

 
 
Asset Management, Operational Excellence Forum for ...
(29/11/2018 - 30/11/2018)
Bilderberg Garden Hotel, Amsterdam, Netherlands
Informa Exhibitions
"Maintenance for Oil and Gas Petrochemical Europe"
The Asset Management and Operational Excelle ...

 
 
Global Forum on Procurement and Supply Chain Manag ...
(24/1/2019 - 25/1/2019)
Amsterdam, Netherlands
Informa Exhibitions
Global Forum on Procurement and Supply Chain Management for the Oil and Gas Industry has encountere ...

 
 
Atena Engenharia Leia as histórias do Netinho (nosso mascote) Acesse a nossa seção e saiba tudo sobre GNV Leia as histórias do Netinho (nosso mascote)
  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Élbia Silva Gannoum, da ABEEól
  Data: 27/05/2015

    Grande potencial de expansão


Até 2020, apenas 10% do potencial de 350 GW poderá ser concretizado, mostrando possibilidades para a fonte mais competitiva da matriz. Executiva esteve no Enase, que iniciou em 27/05/2015

A história do setor eólico no país ganhou contornos de competitividade desde 2009, quando a fonte começou a participar com regularidade nos leilões promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Desde então, as regiões Sul e, principalmente, a Nordeste vêm passando por uma mudança com a inserção cada vez maior de aerogeradores. De acordo com a Associação Brasileira da Energia Eólica (ABEEólica), ao final de 2019, o país contará com 17 GW de capacidade instalada tanto para o mercado regulado quanto para o livre.

Contudo, considerando apenas esses parques mais os cerca de 20 GW em planejamento pelas empresas, o Brasil terá aproveitado menos de 10% de seu potencial que hoje ultrapassa 350 GW segundo os mais recentes atlas eólicos que estão sendo desenvolvidos.

Em entrevista, a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Silva Gannoum, diz que ainda há bastante espaço para a fonte eólica no país para diversificar a matriz energética nacional e assim trazer mais segurança de fornecimento. A executiva participou da 12ª edição do Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico - Enase, que foi realizado nos dias 27 e 28 de maio de 2015, no Rio de Janeiro, uma copromoção entre as 18 principais associações do setor elétrico e o Grupo CanalEnergia. Confira abaixo os principais trechos da entrevista: 

Como classifica o momento pelo qual o setor elétrico, de uma forma geral, está passando?

Élbia Silva Gannoum: A atual crise do setor elétrico brasileiro tem uma forte componente da escolha energética/elétrica adotada pelo país em um passado histórico quando se constituiu por razões técnicas e econômicas uma matriz predominantemente hidrelétrica e que está, nos últimos anos, apresentando sua vulnerabilidade. O sistema, com 70% de capacidade instalada a partir de fontes hídricas, em um cenário de mudança climática, vem revelando sua vulnerabilidade ao clima e a opção de contratação da segunda fonte (termelétrica), baseada em contratos de disponibilidade que no momento de regime hídrico severo implicam no aumento do despacho das termelétricas para suprir a demanda de energia elétrica.

Entretanto, este momento de crise nos revela a importância da evolução da matriz elétrica, que embora de forma lenta, conta com a partição das fontes renováveis complementares, como é o caso da fonte eólica que hoje já contribuiu com 4,7% da capacidade instalada do sistema e tem contribuído em torno de 2% da carga atendida no sistema. Tal participação contribuiu em 2014 para a economia de cerca de R$ 5 bilhões em Encargos de Serviços de Sistema além de contribuir de forma sistêmica evitando medidas restritivas de redução de consumo. A forte inserção eólica, com altos níveis de produtividade, contribuiu nesse momento do setor e continua contribuindo para a redução dos custos operacionais ao evitar o maior acionamento das usinas termelétricas mais caras e para otimização da operação e segurança de suprimento, permitindo um uso otimizado dos reservatórios que ficam respaldados pela geração dos ventos.

E como chegamos a essa situação?

Élbia Silva Gannoum: A escolha por uma matriz predominantemente hidrelétrica, fez muito sentido para o país até o início dos anos 2000 e apresentou sua vulnerabilidade já na primeira crise hídrica em 2001/2002. A partir deste período houve um forte investimento em termelétrica em busca de uma matriz hidrotérmica, mas que por modelo de contratação não deu a resposta que o sistema precisava do ponto de vista econômico. As térmicas contratadas na modalidade de disponibilidade contribuíram em certa medida para a segurança do sistema, entretanto a custos muito altos, o que tem se observado desde 2013 e se agravou a partir de 2014 e 2015. Atualmente, com base nos leilões realizados a partir de 2009 para a fonte eólica principalmente, a matriz elétrica nacional vem tomando uma nova configuração, pois dos 28 GW contratos de 2009 até 2014, 14 GW vieram de fonte eólica, o que vem permitindo uma mudança e evolução para uma matriz renovável térmica. O que se configura um modelo mais racional do ponto de vista técnico, econômico, social e ambiental.

Compartilhe este texto com seus amigos:
 



  Gasodutos
  Cogeração
  GNC

Informa Group
Banner Lilás

  CopyRight © GasNet - 2013