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  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Élbia Silva Gannoum, da ABEEól
  Data: 27/05/2015

    Grande potencial de expansão


Até 2020, apenas 10% do potencial de 350 GW poderá ser concretizado, mostrando possibilidades para a fonte mais competitiva da matriz. Executiva esteve no Enase, que iniciou em 27/05/2015

A história do setor eólico no país ganhou contornos de competitividade desde 2009, quando a fonte começou a participar com regularidade nos leilões promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Desde então, as regiões Sul e, principalmente, a Nordeste vêm passando por uma mudança com a inserção cada vez maior de aerogeradores. De acordo com a Associação Brasileira da Energia Eólica (ABEEólica), ao final de 2019, o país contará com 17 GW de capacidade instalada tanto para o mercado regulado quanto para o livre.

Contudo, considerando apenas esses parques mais os cerca de 20 GW em planejamento pelas empresas, o Brasil terá aproveitado menos de 10% de seu potencial que hoje ultrapassa 350 GW segundo os mais recentes atlas eólicos que estão sendo desenvolvidos.

Em entrevista, a presidente executiva da ABEEólica, Élbia Silva Gannoum, diz que ainda há bastante espaço para a fonte eólica no país para diversificar a matriz energética nacional e assim trazer mais segurança de fornecimento. A executiva participou da 12ª edição do Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico - Enase, que foi realizado nos dias 27 e 28 de maio de 2015, no Rio de Janeiro, uma copromoção entre as 18 principais associações do setor elétrico e o Grupo CanalEnergia. Confira abaixo os principais trechos da entrevista: 

Como classifica o momento pelo qual o setor elétrico, de uma forma geral, está passando?

Élbia Silva Gannoum: A atual crise do setor elétrico brasileiro tem uma forte componente da escolha energética/elétrica adotada pelo país em um passado histórico quando se constituiu por razões técnicas e econômicas uma matriz predominantemente hidrelétrica e que está, nos últimos anos, apresentando sua vulnerabilidade. O sistema, com 70% de capacidade instalada a partir de fontes hídricas, em um cenário de mudança climática, vem revelando sua vulnerabilidade ao clima e a opção de contratação da segunda fonte (termelétrica), baseada em contratos de disponibilidade que no momento de regime hídrico severo implicam no aumento do despacho das termelétricas para suprir a demanda de energia elétrica.

Entretanto, este momento de crise nos revela a importância da evolução da matriz elétrica, que embora de forma lenta, conta com a partição das fontes renováveis complementares, como é o caso da fonte eólica que hoje já contribuiu com 4,7% da capacidade instalada do sistema e tem contribuído em torno de 2% da carga atendida no sistema. Tal participação contribuiu em 2014 para a economia de cerca de R$ 5 bilhões em Encargos de Serviços de Sistema além de contribuir de forma sistêmica evitando medidas restritivas de redução de consumo. A forte inserção eólica, com altos níveis de produtividade, contribuiu nesse momento do setor e continua contribuindo para a redução dos custos operacionais ao evitar o maior acionamento das usinas termelétricas mais caras e para otimização da operação e segurança de suprimento, permitindo um uso otimizado dos reservatórios que ficam respaldados pela geração dos ventos.

E como chegamos a essa situação?

Élbia Silva Gannoum: A escolha por uma matriz predominantemente hidrelétrica, fez muito sentido para o país até o início dos anos 2000 e apresentou sua vulnerabilidade já na primeira crise hídrica em 2001/2002. A partir deste período houve um forte investimento em termelétrica em busca de uma matriz hidrotérmica, mas que por modelo de contratação não deu a resposta que o sistema precisava do ponto de vista econômico. As térmicas contratadas na modalidade de disponibilidade contribuíram em certa medida para a segurança do sistema, entretanto a custos muito altos, o que tem se observado desde 2013 e se agravou a partir de 2014 e 2015. Atualmente, com base nos leilões realizados a partir de 2009 para a fonte eólica principalmente, a matriz elétrica nacional vem tomando uma nova configuração, pois dos 28 GW contratos de 2009 até 2014, 14 GW vieram de fonte eólica, o que vem permitindo uma mudança e evolução para uma matriz renovável térmica. O que se configura um modelo mais racional do ponto de vista técnico, econômico, social e ambiental.

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