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  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Nivalde de Castro,Gesel/UFRJ p/PennWell do Brasil
  Data: 22/09/2015

    Mudança de paradigma na matriz brasileira


A cada plano decenal divulgado pelo governo, a participação das hidrelétricas na matriz energética do país fica menor. Nada, claro, que tire o domínio desta fonte. Mas no horizonte existe um sinal nítido dos limites para explorar todo o potencial de geração hídrica, estimado em 260 GW. Projeta-se que só seja possível aproveitar deste total entre 100 GW e 150 GW.

A entrada mais acelerada de outras fontes, como eólica, térmicas a gás natural, biomassa e solar dará novos contornos à matriz. "Este cenário irreversível de esgotamento hidrelétrico indica de forma clara e objetiva que há uma mudança de paradigma na matriz brasileira", aponta Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

PWB - Que cenário é possível traçar para a expansão hidrelétrica nos próximos anos?

Nivalde de Castro - Em função do esgotamento do aproveitamento do potencial hidroelétrico, principalmente devido às restrições impostas pela legislação ambiental, o cenário para a participação das hidroelétricas é de  diminuição lenta e gradual dado o peso absoluto que as UHEs possuem. Este cenário irreversível indica de forma clara e objetiva que há uma mudança do paradigma da matriz do Sistema Elétrico Brasileiro (SEB), que deixa ser uma matriz hidroelétrica para uma matriz mais diversificada.

PWB - Esta marca para o esgotamento do nosso potencial aproveitável para 2025/2030 é real mesmo ou é exagerada?

Nivalde de Castro - Vai depender de como a sociedade brasileira entende como a maior prioridade: usar o potencial hidroelétrico de forma mais racional, como vem sendo feito através das UHE do tipo fio d´água, ou transformar este potencial em parques para turistas principalmente estrangeiros visitarem e tirarem fotos.....

PWB - Projeta-se que de todo o nosso potencial ainda não explorado, 260 GW, só vamos conseguir erguer 100 GW. Neste cenário haverá espaço para grandes projetos, que retomem a capacidade de armazenamento?

Nivalde de Castro - Este é outro problema derivado, no entanto, das características geográficas de onde localiza-se 70% do potencial hidroelétrico que é na Região Amazônica, plana, o que impede a construção de UHE com reservatório a fim de evitar erros como a UHE de Balbina. A solução tecnológica da engenharia brasileira para superar esta limitação geográfica, que é acirrada pela legislação ambiental, é a construção de UHE a fio d´água. Esta solução reforça a mudança do paradigma da matriz elétrica dado que a expansão do sistema se dá sem a ampliação da capacidade de armazenamento dos reservatórios. Esta restrição está impondo a necessidade de ampliação das fontes térmicas na matriz, o que reforça ainda mais o argumento da mudança do paradigma da matriz elétrica.  

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