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  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Augusto Salomon, Abegás
  Data: 06/10/2015

    Um mercado de gás sem Petrobras


Em uma decisão considerada ousada por muitos, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) decidiu levar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma velha queixa contra a política de preços da Petrobras para o gás natural. A entidade argumenta que a petroleira, que tem o monopólio de fato no fornecimento do combustível, aplica subsídio cruzado na forma de diferenciação de preço para o mercado de geração.

O presidente executivo da associação, Augusto Salomon, defende que o valor do gás para as usinas deve seguir o padrão dos demais consumos. Ele explica que se isso não ocorre é porque o preço está subsidiado, penalizando as distribuidoras e os outros consumidores, que pagam a diferença.

O dirigente diz que a retirada de um desconto que era aplicado pela Petrobras desde 2011, e que deve elevar o preço do gás em cerca de 12% em 2015, não é o único motivo da insatisfação da Abegás. “Há uma preocupação com descontos da Petrobras para combustíveis concorrentes do gás natural, como óleo combustível, gasolina e diesel, que estão com os preços defasados.”

Salomon afirma que não defende uma regulação do preço do gás natural, mas um alinhamento com o mercado internacional que dê previsibilidade ao mercado. “O preço do barril de petróleo caiu no mundo, não caiu? Então caiu também o preço do gás. Por que não cai no Brasil?”

Apesar de reconhecer o mérito da Petrobras no desenvolvimento do mercado de gás, o presidente executivo acredita que a saída da estatal do segmento seria boa não só para o mercado, como para a própria empresa. “Ela cumpriu muito bem esse papel, mas esse investimento penalizou demais o caixa da companhia, e neste momento em que ela precisa de recursos para investir no pré-sal, o melhor para ela seria abrir mão de participações no setor.”

Por que a Abegás entrou com ação no Cade contra a Petrobras?

A Abegás sempre questionou a falta de previsibilidade no preço do gás e o impacto disso na competitividade do combustível. Estamos há um ano enviando cartas à Petrobras pedindo que ela reavalie a decisão de retirar gradualmente, a partir do ano passado, o desconto que vinha aplicando desde 2011 e até o momento não tivemos nenhuma indicação da companhia de que há intenção de revisar essa decisão.

Foi uma decisão colegiada?

O processo de representação no Cade foi discutido no Conselho de Administração da Abegás, que representa as distribuidoras de todas as regiões da federação, na proporção de um ou até dois assentos para cada grupo de três distribuidoras, conforme previsto no estatuto da entidade.

Qual o placar?

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