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  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Adriano Bastos, da GE Oil & Gas
  Data: 12/10/2015

    Brasil é um dos mercados mais promissores


A GE tem investido no País para produzir localmente máquinas e equipamentos para a exploração de petróleo no Brasil. O País, segundo o diretor executivo da GE Oil & Gas, Adriano Bastos, é considerado um dos mercados mais promissores do mundo pela empresa, que investiu mais de 300 milhões de dólares na área para reforçar sua presença e ampliar a gama de serviços e produtos.

CartaCapital – A queda do preço do petróleo afetou os negócios da GE no Brasil? Vocês esperam que ela possa ter impacto sobre o desenvolvimento da camada pré-sal pela Petrobras e por outras empresas?

Adriano Bastos – Nós estamos, realmente, vivendo um período desafiador na indústria de óleo e gás. Embora haja um caráter cíclico no mercado, em que existem momentos de investimentos seguidos por períodos de otimização, nós não podemos ainda detalhar como o setor se comportará no futuro, então estamos tomando todas as medidas necessárias e observando com atenção como podemos nos aproximar de nossos clientes para que possam adequar custos e melhorar processos de eficiência. O Brasil continua sendo um mercado essencial para a GE e nós prevemos um futuro promissor já que há uma demanda crescente por energia e infraestrutura, especialmente na área do pré-sal. Além disso, o País tem uma série de características que o fazem um dos locais prioritários para receber novas tecnologias.

CC – Como a GE está investindo para ganhar mercado no Brasil?

AB – Entre os 160 países em que temos operações no mundo, nós selecionamos o Brasil, mais especificamente a Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, para sediar nosso nono centro de tecnologia e inovação, sendo o primeiro desses na América Latina. A escolha considerou vários pontos: potencial de desenvolvimento local, qualificação da mão de obra, oportunidades no setor de infraestrutura, a maturidade dos negócios da GE no Brasil e a forte relação com seus clientes. Para criar inovação e trazer soluções que podem atender às demandas da indústria local, a área de óleo e gás investiu 20 milhões de dólares em um laboratório marítimo com foco na pesquisa de petróleo.

CC – A GE pretende ampliar investimentos em sua capacidade no país?

AB – Nos últimos quatro anos, a empresa investiu cerca de 300 milhões de dólares no mercado brasileiro para aumentar sua presença no País e oferecer uma ampla gama de produtos para os clientes no mercado de óleo e gás local. Os investimentos incluem 200 milhões de dólares para expandir a fábrica de tubos e risers flexíveis submarinos, localizada em Niterói (RJ). Outros 62 milhões de dólares foram direcionados para elevar a capacidade de produção e modernizar as unidades de Jandira (SP) e Macaé (RJ), responsáveis pela fabricação e manutenção dos equipamentos usados na perfuração e produção de petróleo. Em 2013, abrimos a mais moderna base logística no Brasil, em Niterói (RJ), para podermos atender à crescente demanda local. Com 55 mil metros quadrados, seu objetivo é carregar e descarregar navios de perfuração que levam pesados equipamentos para a exploração de petróleo.

CC – Como outros países, o Brasil adotou uma política de conteúdo local, para fomentar o desenvolvimento de uma indústria local de fornec

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