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  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Elbia Gannoum, ABEEólica
  Data: 22/03/2016

    Em busca de um espaço maior


Quem se encontra com Elbia Gannoum vê sempre um sorriso no rosto. Afinal, a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) tem mesmo bons motivos para sorrir. Em fevereiro de 2016 o país atingiu 9 mil MW de energia eólica instalada, marca que o colocou na lista dos Top 10 do mundo. Isso em um curto espaço de tempo, praticamente de 2009 para cá.

"Este crescimento expressivo se deve à competitividade da energia eólica nos leilões de energia a partir de 2009", aponta Elbia, mostrando que o segmento ainda tem muito gás para crescer. Só em 2016, 175 parques estão em construção, com investimentos estimados em R$ 25 bilhões. Os números não deixam dúvidas de que esta é uma indústria consolidada no país. Leia Eólicas avançam


A capacidade instalada de usinas eólicas no país atingiu, em fevereiro de 2016, a marca de 9 mil MW. Um salto significativo, de 2009, para cá. Como explicar esta expansão?

Elbia Gannoum - Realmente, é um crescimento muito expressivo para chegar a 9 GW, o que se deve, sobretudo, à competitividade da fonte nos leilões de energia do governo de 2009 e nos certames sucessivos. De 2010 a 2015, foram vendidos 18 mil MW, com a instalação média, por ano, de 2 mil MW. A marca de 9 mil GW corresponde à geração de 4,5 GW médios.
Leia Geração eólica em alta

A tendência é manter este ritmo de crescimento nos próximos anos, com o aumento dos investimentos?

Elbia Gannoum - Em 2015, 111 parques eólicos foram construídos. Em 2016 são 175 usinas em construção, com investimentos estimados em R$ 25 bilhões e a geração de mais de 45 mil postos de trabalho.

Quais os problemas, hoje, que mais preocupam o segmento de geração eólica?

Elbia Gannoum - Um dos desafios é superar as dificuldades de transmissão para ter maior disponibilidade de linhas. Já houve um avanço por parte do governo ao só se poder levar a leilão os empreendimentos com transmissão. Ou seja, primeiro acontece o leilão de transmissão e depois, o de geração. Este, aliás, foi o motivo de o governo transferir o leilão A-5 para o final de abril de 2016, após o certame de transmissão.

E a questão do financiamento para os projetos de geração eólica não preocupa? Quais são as alternativas fora do BNDES?

Elbia Gannoum - Existem outras alternativas, mas elas são mais caras. As condições do BNDES são mais competitivas. Existem recursos no banco para financiar os empreendimentos. Em 2015, o BNDES
(Leia Financiamento recorde para eólicas)  registrou o recorde de aprovações de financiamento, chegando a um volume de R$ 7,42 bilhões para geração eólica.

Em termos de desempenho, qual tem sido os resultados dos parques brasileiros na comparação com usinas de outros países?

Elbia Gannoum - Os parques brasileiros têm registrado as melhores performances do mundo. Enquanto aqui o fator de capacidade é superior a 50%, em outros países este indicador está na faixa de 28% a 30% devido a qualidade dos ventos brasileiros.

No próximo leilão A-5, a fonte eólica foi a que mais casdastrou projetos na EPE (Empresa de Pesquisas Energéticas). Ao todo foram, 864, dos 1.055 projetos cadastrados, em um total de 21.232 MW. O fato de as distribuidoras estarem sobrecontradas preocupa?

Elbia Gannoum - Não é preocupante, mas a conjuntura vai influenciar nas declarações das distribuidoras. Enviamos carta ao ministro de Minas e Energia por um preço-teto de R$ 240/MWh, incluindo a variação cambial, custo dos equipamentos e a conjuntura. No entanto, a nossa maior expectativa é com os dois leilões de reserva que devem acontecer em 2016.

A energia eólica no Brasil já tem destaque no ranking internacional, ficando no top 10. É uma prova de que o negócio está no caminho certo por aqui?

Elbia Gannoum - Em 2015, o Brasil ficou entre os quatro países que mais adicionaram energia eólica 2,75 GW, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC), junto com China, Estados Unidos e Alemanha. Só que teve um crescimento na potência instalada de 46%, enquanto a China registrou avanço de 23% na sua base instalada.

Quais os problemas, hoje, que mais preocupam o segmento de geração eólica?

Elbia Gannoum - Um dos desafios é superar as dificuldades de transmissão para ter maior disponibilidade de linhas. Já houve um avanço por parte do governo ao só se poder levar a leilão os empreendimentos com transmissão. Ou seja, primeiro acontece o leilão de transmissão e depois, o de geração. Este, aliás, foi o motivo de o governo transferir o leilão A-5 para o final de abril de 2016, após o certame de transmissão.

E a questão do financiamento para os projetos de geração eólica não preocupa? Quais são as alternativas fora do BNDES?

Elbia Gannoum - Existem outras alternativas, mas elas são mais caras. As condições do BNDES são mais competitivas. Existem recursos no banco para financiar os empreendimentos. Em 2015, o BNDES (Leia Financiamento recorde para eólicas)  registrou o recorde de aprovações de financiamento, chegando a um volume de R$ 7,42 bilhões para geração eólica.

Em termos de desempenho, qual tem sido os resultados dos parques brasileiros na comparação com usinas de outros países?

Elbia Gannoum - Os parques brasileiros têm registrado as melhores performances do mundo. Enquanto aqui o fator de capacidade é superior a 50%, em outros países este indicador está na faixa de 28% a 30% devido a qualidade dos ventos brasileiros.

No próximo leilão A-5, a fonte eólica foi a que mais casdastrou projetos na EPE (Empresa de Pesquisas Energéticas). Ao todo foram 864, dos 1.055 projetos cadastrados, em um total de 21.232 MW. O fato de as distribuidoras estarem sobrecontradas preocupa?

Elbia Gannoum - Não é preocupante, mas a conjuntura vai influenciar nas declarações das distribuidoras. Enviamos carta ao ministro de Minas e Energia por um preço-teto de R$ 240/MWh, incluindo a variação cambial, custo dos equipamentos e a conjuntura. No entanto, a nossa maior expectativa é com os dois leilões de reserva que devem acontecer em 2016.

 

Fonte: Julio Santos, Pennwell do Brasil, mar/2016  

 

      

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