GasNet - O Site do Gás Natural e GNV    
Distribuição Produção Legislação Termelétricas GD - Geração Distribuída Novas Tecnologias Cursos & Eventos Instituições

Tenha o GasNet no seu celular

Disponível para iPhone na AppStore

Disponível para Android na GooglePlay

 
 
Seminário Internacional - Mobilidade a Gás Natural ...
(22/11/2018 - 23/11/2018)
Hotel Hilton Copacabana – Av. Atlântica 1020
Abegás/Gas Natural Fenosa
Evento 100% dedicado ao mercado de GNV
Objetivo:
Apresentar as soluções tecnológicas e os b ...

 
 
Asset Management, Operational Excellence Forum for ...
(29/11/2018 - 30/11/2018)
Bilderberg Garden Hotel, Amsterdam, Netherlands
Informa Exhibitions
"Maintenance for Oil and Gas Petrochemical Europe"
The Asset Management and Operational Excelle ...

 
 
Global Forum on Procurement and Supply Chain Manag ...
(24/1/2019 - 25/1/2019)
Amsterdam, Netherlands
Informa Exhibitions
Global Forum on Procurement and Supply Chain Management for the Oil and Gas Industry has encountere ...

 
 
Atena Engenharia Leia as histórias do Netinho (nosso mascote) Acesse a nossa seção e saiba tudo sobre GNV Leia as histórias do Netinho (nosso mascote)
  Geral - Entrevistas
  Entrevistado: Elbia Gannoum, ABEEólica
  Data: 22/03/2016

    Em busca de um espaço maior


Quem se encontra com Elbia Gannoum vê sempre um sorriso no rosto. Afinal, a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) tem mesmo bons motivos para sorrir. Em fevereiro de 2016 o país atingiu 9 mil MW de energia eólica instalada, marca que o colocou na lista dos Top 10 do mundo. Isso em um curto espaço de tempo, praticamente de 2009 para cá.

"Este crescimento expressivo se deve à competitividade da energia eólica nos leilões de energia a partir de 2009", aponta Elbia, mostrando que o segmento ainda tem muito gás para crescer. Só em 2016, 175 parques estão em construção, com investimentos estimados em R$ 25 bilhões. Os números não deixam dúvidas de que esta é uma indústria consolidada no país. Leia Eólicas avançam


A capacidade instalada de usinas eólicas no país atingiu, em fevereiro de 2016, a marca de 9 mil MW. Um salto significativo, de 2009, para cá. Como explicar esta expansão?

Elbia Gannoum - Realmente, é um crescimento muito expressivo para chegar a 9 GW, o que se deve, sobretudo, à competitividade da fonte nos leilões de energia do governo de 2009 e nos certames sucessivos. De 2010 a 2015, foram vendidos 18 mil MW, com a instalação média, por ano, de 2 mil MW. A marca de 9 mil GW corresponde à geração de 4,5 GW médios.
Leia Geração eólica em alta

A tendência é manter este ritmo de crescimento nos próximos anos, com o aumento dos investimentos?

Elbia Gannoum - Em 2015, 111 parques eólicos foram construídos. Em 2016 são 175 usinas em construção, com investimentos estimados em R$ 25 bilhões e a geração de mais de 45 mil postos de trabalho.

Quais os problemas, hoje, que mais preocupam o segmento de geração eólica?

Elbia Gannoum - Um dos desafios é superar as dificuldades de transmissão para ter maior disponibilidade de linhas. Já houve um avanço por parte do governo ao só se poder levar a leilão os empreendimentos com transmissão. Ou seja, primeiro acontece o leilão de transmissão e depois, o de geração. Este, aliás, foi o motivo de o governo transferir o leilão A-5 para o final de abril de 2016, após o certame de transmissão.

E a questão do financiamento para os projetos de geração eólica não preocupa? Quais são as alternativas fora do BNDES?

Elbia Gannoum - Existem outras alternativas, mas elas são mais caras. As condições do BNDES são mais competitivas. Existem recursos no banco para financiar os empreendimentos. Em 2015, o BNDES
(Leia Financiamento recorde para eólicas)  registrou o recorde de aprovações de financiamento, chegando a um volume de R$ 7,42 bilhões para geração eólica.

Em termos de desempenho, qual tem sido os resultados dos parques brasileiros na comparação com usinas de outros países?

Elbia Gannoum - Os parques brasileiros têm registrado as melhores performances do mundo. Enquanto aqui o fator de capacidade é superior a 50%, em outros países este indicador está na faixa de 28% a 30% devido a qualidade dos ventos brasileiros.

No próximo leilão A-5, a fonte eólica foi a que mais casdastrou projetos na EPE (Empresa de Pesquisas Energéticas). Ao todo foram, 864, dos 1.055 projetos cadastrados, em um total de 21.232 MW. O fato de as distribuidoras estarem sobrecontradas preocupa?

Elbia Gannoum - Não é preocupante, mas a conjuntura vai influenciar nas declarações das distribuidoras. Enviamos carta ao ministro de Minas e Energia por um preço-teto de R$ 240/MWh, incluindo a variação cambial, custo dos equipamentos e a conjuntura. No entanto, a nossa maior expectativa é com os dois leilões de reserva que devem acontecer em 2016.

A energia eólica no Brasil já tem destaque no ranking internacional, ficando no top 10. É uma prova de que o negócio está no caminho certo por aqui?

Elbia Gannoum - Em 2015, o Brasil ficou entre os quatro países que mais adicionaram energia eólica 2,75 GW, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC), junto com China, Estados Unidos e Alemanha. Só que teve um crescimento na potência instalada de 46%, enquanto a China registrou avanço de 23% na sua base instalada.

Quais os problemas, hoje, que mais preocupam o segmento de geração eólica?

Elbia Gannoum - Um dos desafios é superar as dificuldades de transmissão para ter maior disponibilidade de linhas. Já houve um avanço por parte do governo ao só se poder levar a leilão os empreendimentos com transmissão. Ou seja, primeiro acontece o leilão de transmissão e depois, o de geração. Este, aliás, foi o motivo de o governo transferir o leilão A-5 para o final de abril de 2016, após o certame de transmissão.

E a questão do financiamento para os projetos de geração eólica não preocupa? Quais são as alternativas fora do BNDES?

Elbia Gannoum - Existem outras alternativas, mas elas são mais caras. As condições do BNDES são mais competitivas. Existem recursos no banco para financiar os empreendimentos. Em 2015, o BNDES (Leia Financiamento recorde para eólicas)  registrou o recorde de aprovações de financiamento, chegando a um volume de R$ 7,42 bilhões para geração eólica.

Em termos de desempenho, qual tem sido os resultados dos parques brasileiros na comparação com usinas de outros países?

Elbia Gannoum - Os parques brasileiros têm registrado as melhores performances do mundo. Enquanto aqui o fator de capacidade é superior a 50%, em outros países este indicador está na faixa de 28% a 30% devido a qualidade dos ventos brasileiros.

No próximo leilão A-5, a fonte eólica foi a que mais casdastrou projetos na EPE (Empresa de Pesquisas Energéticas). Ao todo foram 864, dos 1.055 projetos cadastrados, em um total de 21.232 MW. O fato de as distribuidoras estarem sobrecontradas preocupa?

Elbia Gannoum - Não é preocupante, mas a conjuntura vai influenciar nas declarações das distribuidoras. Enviamos carta ao ministro de Minas e Energia por um preço-teto de R$ 240/MWh, incluindo a variação cambial, custo dos equipamentos e a conjuntura. No entanto, a nossa maior expectativa é com os dois leilões de reserva que devem acontecer em 2016.

 

Fonte: Julio Santos, Pennwell do Brasil, mar/2016  

 

      

Compartilhe este texto com seus amigos:
 



  Gasodutos
  Cogeração
  GNC

Informa Group
Banner Lilás

  CopyRight © GasNet - 2013