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  Geral - Reportagens
  Autor/Fonte: André Ramalho
  Data: 10/08/2016

    Investimento em gás natural pode atingir US$ 170 bi em 20 anos


 

A abertura da indústria de gás natural, capitaneada pelos desinvestimentos da Petrobras, pode atrair novos agentes para o setor e estimular investimentos que podem atingir cerca de US$ 170 bilhões em 20 anos, segundo estimativas da consultoria Wood Mackenzie. Nestes dias, o Ministério de Minas e Energia anunciou as linhas gerais de um pacote de medidas que pretende lançar em novembro, para atrair novos investidores para o mercado e antecipou que um dos objetivos será simplificar aspectos tributários e de regulação para criar um ambiente mais favorável aos negócios.

Segundo Pedro Camarota, chefe da Wook Mackenzie no Brasil, o movimento voluntário da Petrobras ao reduzir seu papel de protagonismo no setor de gás pode agilizar a consolidação da abertura do mercado.

“No Reino Unido, levou-se 20 anos desde o início da liberalização do mercado até que se conseguisse construir um mercado com liquidez. Aqui colocamos 12 a 15 anos para que toda a indústria seja aberta, 20 anos seria um processo completo. No caso do Reino Unido houve resistência. Aqui temos perspectiva diferente. Há uma necessidade de a Petrobras ceder espaço para setores privados. Eventualmente conseguiremos acelerar esse processo”, disse Camarota, durante evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) para discutir os rumos do setor de gás.

Segundo a Wood Mackenzie, as atividades de exploração e produção de óleo e gás podem gerar investimentos de US$ 134 bilhões, sobretudo em projetos no pré-sal e em rotas de escoamento da produção. O setor de geração termelétrica pode demandar US$ 17 bilhões, na expansão do parque de térmicas a gás. A consultoria calcula que a distribuição possa atrair investimentos de US$ 13 bilhões.

A expectativa da consultoria é que a rede de gasodutos das distribuidoras seja duplicada nas próximas duas décadas. São estimados, ainda, US$ 5 bilhões na ampliação dos gasodutos existentes e em novos terminais de gás natural liquefeito (GNL); e investimento de US$ 1 bilhão em novas unidades de processamento.

Na avaliação de Camarota, no entanto, o Brasil precisa melhorar as condições de investimentos no setor de óleo e gás. Segundo ele, existe hoje na indústria petrolífera nacional uma percepção de riscos, associada a questões como a presença relevante do Estado no setor, corrupção, licenciamento, conteúdo local e acesso ao mercado.

Para a diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, Symone Araujo, o objetivo do governo é apresentar um pacote de medidas para tratar de questões consideradas entraves para a entrada de novos agentes no mercado. “Não tenho medo de rever o que a gente fez. Em certa medida, é importante amadurecer os marcos legais e regulatórios. É olhar para trás para ver o que acertamos e erramos e olhar para frente para calibrar o que precisamos fazer para responder aos desafios que chegam no futuro “, disse.

Em apresentação para empresários do setor, Symone disse que coordenar as regulações estaduais e federal para o setor será um dos desafios que o governo pretende incluir no pacote de medidas de estímulo à indústria de gás. A expectativa é divulgar uma minuta de políticas e diretrizes para o setor até o fim de setembro e publicar as novas regras em novembro.

O governo, segundo Symone, está de olho também na simplificação da tarifação e tributação do setor e na criação de um órgão independente para operação da malha de gasodutos. A possibilidade de compartilhamento de infraestrutura de gás também será avaliada. Hoje apenas o compartilhamento de gasodutos de transporte está regulamentado, mas a ideia é estender também para unidades de processamento de gás, terminais de regaseificação e gasodutos de escoamento, por exemplo.

A diretora antecipou que pretende utilizar o gás da União, produzido em campos sob regime de partilha, como instrumento para desenvolver o mercado. A notícia foi recebida com ressalvas pelo mercado. Symone garantiu, no entanto, que a política de comercialização de gás da União será feita de “forma inteligente”, sem ferir a iniciativa privada.

André Ramalho, Valor / Clipping Canal Energia

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