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  GNV - Artigos
  Autor/Fonte: Diário do Transporte /Abegás
  Data: 15/04/2017

    Scania 60 anos: R$ 2,6 bilhões em investimentos, ônibus a GNV na zona Oeste de São Paulo


 Em evento comemorativo pelos 60 anos de atividades no Brasil, a Scania anunciou em 11 de abril de 2017, investimentos na planta brasileira, para a América Latina, de R$ 2,6 bilhões até 2020.

Segundo o diretor-geral da Scania no Brasil, Roberto Barral, a empresa aposta na retomada do crescimento do País, mas ainda vê com cautela a situação econômica brasileira. Desde 2015, o setor de veículos pesados tem registrado queda de vendas e produção maior do que o segmento de automóveis e comerciais leves.

“O segmento de ônibus tem registrado uma retomada. Grandes frotistas, passados três anos sem renovação significativa, já buscam a compra de novos ônibus. Para este ano, as expectativas são boas, longe obviamente do que foi nestes últimos três anos, mas nada comparado ao que era no passado” – disse ao afirmar que os investimentos também são pensados para a conjuntura em longo prazo.

Na apresentação, o diretor de assuntos institucionais e relações governamentais da Scania, Rogério Rezende, explicou que esses investimentos de R$ 2,6 bilhões serão para deixar a marca atualizada, modernizando a fábrica e a rede de concessionárias.

“Os investimentos para chamada manufatura 4.0, por exemplo, são altos, além de treinamento de colaboradores na planta e também da rede de concessionários. Nossa planta, em São Bernardo do Campo, já tem tecnologia para produção de veículos Euro 6 (padrão europeu de redução de emissões, no Brasil, as normas são baseadas ainda no padrão Euro 5).”

O Diário do Transporte cobriu o evento na planta em São Bernardo do Campo e conversou com o diretor de vendas de ônibus, Silvio Munhoz, que falou sobre novidades da marca para o setor, além de debater tecnologia limpa para a mobilidade, tendo, a capital paulista, o maior sistema de ônibus da América Latina, como uma das grandes vitrines a serem observadas por todo o País.

“Hoje a Scania entende como solução mais viável para a realidade brasileira o ônibus a gás natural. Acreditamos que economicamente e do ponto de vista ambiental é a solução com resultados melhores e mais rápidos. O ônibus hoje moderno a GNV, que já temos condições de produzir em São Bernardo, custa em torno de 25% mais em comparação com o veículo diesel. A manutenção é em torno de 2% mais cara. No entanto, todos os testes e demonstrações feitas em diversas cidades brasileiras mostram que o custo operacional é quase 30% menor que o ônibus diesel, o que faz compensar todos esses investimentos. Em dois anos, ou dois anos e meio, um veículo desse tipo paga o investimento adicional feito no início. Para chegarmos a esse valor 25% maior, é levado em consideração o modelo com configuração de piso baixo exigida, pela SPTrans. Neste caso, os tanques de fibra de carbono ficam no teto do ônibus , sendo necessário um reforço da carroceria, deixando os veículos mais caros. Na configuração de piso alto, por exemplo, para corredores com plataforma de embarque de nível, o preço é menor, já que a necessidade de reforço na carroceria não é tão grande” – disse.

Munhoz afirmou que um dos atrativos para esse ônibus é a oferta de gás natural no país. Segundo ele, após a privatização da distribuição, as empresas que atuam no segmento de GNV, para obterem remunerações tarifárias melhores, começaram a investir na rede de distribuição. Isso fez com que, segundo o executivo, o acesso ao gás natural se tornasse mais fácil e barato.

“Nós fizemos um levantamento que mostra que 90% das garagens hoje do sistema da SPTrans, na capital paulista, contam com uma rede de distribuição de gás natural passando perto. No sistema da Grande São Paulo, da EMTU, são 80%.  Hoje tem toda uma rede. Os investimentos seriam com os tubos e o compressor” – conta

Segundo Munhoz, hoje em nível mundial, a Scania atua na produção de diversos tipos de ônibus com formas de tração alternativas ao diesel, como híbrido, elétrico puro, a etanol e GNV/Biometano, mas segundo o executivo,  a montadora acredita que não é possível ainda dar no Brasil o salto direto do diesel para tecnologias que não usam nada do petróleo.

“Vemos que os gestores estão compreendendo isso. Até o ano passado, víamos a licitação dos transportes em São Paulo com preocupação, hoje, já vemos com melhores olhos. Isso porque a prefeitura indica que vai exigir a redução das emissões e não a escolha da tecnologia nos ônibus. Mas ainda há entraves legais. Por exemplo, a Lei de Mudanças Climáticas limita os veículos ao uso de combustíveis não fósseis, só que nem as operadoras, nem a população, nem a prefeitura hoje têm condições para bancar essas tecnologias. É preciso pensar no resultado, o importante é a redução dos níveis de poluição. A solução neste momento é que a matriz evolua para tecnologias menos poluentes até chegar a com baixíssimos níveis de poluição. Precisamos tornar a lei mais factível”

Silvio Munhoz também comentou sobre os ônibus a etanol da Scania, muitos apresentados em 2011, e que não emplacaram na cidade de São Paulo. Segundo ele, os custos operacionais eram três vezes maiores que os veículos a óleo diesel, mas o principal problema não foi a qualidade dos veículos e, sim, a manutenção, de acordo com o executivo.

 “Chegamos a ter 50 ônibus a etanol. Hoje temos 9, mas o problema foi a baixa qualidade de manutenção feita neles. Nos dois primeiros anos, no contrato de manutenção que atuávamos nas garagens, não havia problemas. A manutenção do etanol é mais delicada e frequente que do diesel, não pode ser feita de qualquer jeito. Por exemplo, a troca de óleo lubrificante nos ônibus diesel é a cada 30 mil quilômetros. No ônibus a etanol, é a cada 10 mil quilômetros. Ocorre que após o fim do contrato, foram as prestadoras que começaram a cuidar da manutenção e aí começamos ver problemas” – conta

O executivo também defende o biometano (obtido pela decomposição do lixo) como combustível para os ônibus. O modelo a GNV pode operar com esse combustível, como ocorreu em algumas demonstrações pelo país.

Silvio Munhoz afirma que as demonstrações com o modelo a GNV ocorrem ainda por diversas cidades só que houve uma mudança…

“Antigamente a Scania tratava com os gestores públicos de transportes, agora são os donos empresas de ônibus que têm procurado a Scania para fazer testes”

Em maio, o ônibus a GNV que já rodou na capital paulista deve voltar à cidade de São Paulo e operar experimentalmente na zona Sudoeste. Desta vez, a solicitação foi de um grupo empresarial tradicional da cidade e região metropolitana.

Curitiba vai ter novo biarticulado Scania em testes:

O diretor de vendas de ônibus da Scania, Silvio Munhoz, também confirmou ao Diário do Transporte mais uma novidade: o sistema paranaense deve contar nos próximos meses com um ônibus biarticulado de 28 metros, com motor dianteiro, da marca. A empresa vai desenvolver a configuração do veículo, alterando disposição para as portas, por exemplo, seguindo o padrão da Urbs  – Urbanização de Curitiba S. A., gerenciadora do sistema da capital paranaense, caracterizada pelas estações-tubo, cujas portas devem estar alinhadas com as portas dos ônibus.

O modelo F 360 HA foi apresentado em outubro de 2015 e ainda não foi comercializado.

O sistema do Rio de Janeiro deve também contar em breve com ônibus biarticulado da Scania.

“O veículo por ser de motor dianteiro, tem rótula simples e um ar condicionado muito forte, ideal para exigências em locais onde o calor é grande, isso entretanto, com baixo consumo de combustível para o porte do ônibus” – garante.

 

Fonte: Diário do Transporte / Abegás (13/04/2017)

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