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  Geral - Atualidades
  Autor/Fonte: Abegás Comunicação
  Data: 23/09/2017

    Consumo de gás natural cresce 22,9% no total geral e 5% na indústria em julho


Termogeração teve maior despacho em julho (crescimento de 140% no comparativo de 12 meses); cogeração subiu 15,2%; GNV teve alta de 6,6%

 

O consumo de gás natural no País em julho deste ano apresentou crescimento de 22,8% frente julho de 2016 e uma alta de 17,8% ante os dados de junho deste ano. No sétimo mês do ano foram 69 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural frente aos 58,01 milhões de metros cúbicos/dia registrados em junho deste ano e aos 56,18 milhões de metros cúbicos/dia em julho de 2016. A indústria registrou crescimento de 5% frente a julho de 2016 e uma variação positiva de 0,6% em relação aos números de junho deste ano.

As informações integram levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), feito com concessionárias em 20 estados, reunindo dados em diversos segmentos: residencial, comercial e automotivo, entre outros.

O aumento da demanda termelétrica (de 140% em 12 meses) e a retomada do consumo da indústria ajudam a explicar esse crescimento. Julho foi um mês mais seco do que o normal onde estão os principais centros de carga de energia elétrica, o que elevou o despacho termoelétrico. Além disso, a economia brasileira prossegue com sinais de recuperação, levando a uma alta do consumo industrial e até mesmo da cogeração, explica Augusto Salomon, presidente executivo da Abegás.

O gás natural tem potencial imenso para ser a fonte energética a impulsionar, de forma sustentável, a economia brasileira. Há uma perspectiva positiva de gradual aumento de oferta e o País precisa criar uma política que incentive a demanda, afirma Salomon.

São necessários ajustes regulatórios e infralegais para a nova configuração que o mercado deve assumir com a venda de ativos notadamente monopolistas da Petrobras. O acesso de terceiros à infraestrutura existente (escoamento, tratamento da produção e terminais de regaseificação), aumentando a concorrência e a oferta de gás natural no citygate, é um exemplo de medida que incentivará novos investimentos”, completa o presidente executivo da Abegás.

 

Resultados por segmento em julho de 2017

No consumo da indústria, o levantamento da Abegás registrou um crescimento de 5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo a retomada da atividade industrial no país.

No consumo comercial, houve uma leve variação positiva de 1% em relação ao mês anterior. Já comparação com julho de 2016, a retração foi de 11,2%, efeito da desaceleração econômica que teve maior impacto nesse segmento.

No segmento residencial, o crescimento foi de 6,8% no acumulado do ano e um índice estável na comparação com junho, reflexo do investimento das distribuidoras em construir rede para levar o conforto e a segurança do gás natural a um número maior de consumidores.

No segmento automotivo, o levantamento apontou um avanço 6,6% em relação a julho de 2016 – sinal de que o GNV segue competitivo frente aos combustíveis líquidos.

Na cogeração, a alta foi de 2,2% em relação ao mês anterior e de 15,2% ante julho de 2017, acompanhando a recuperação do segmento industrial.

Na geração elétrica, elevação de 140% frente ao mesmo período do ano anterior, acompanhando o aumento da demanda por energia elétrica no País.

Destaques de consumo nas regiões em maio/2017 ante abril/2017

  • Centro-Oeste – Aumento de 22,2% no segmento residencial.
  • Nordeste – Crescimento de 4,5% no segmento comercial e de 204% na geração elétrica.
  • Norte – Alta de 10,5% no segmento industrial.
  • Sudeste – Avanço de 11,4% no segmento cogeração e de 76% na geração elétrica.
  • Sul – Crescimento de 2,1% no segmento residencial.

Fonte: Comunicação ABEGÁS.

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