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  Geral - Express
  Autor/Fonte:
  Data: 14/12/2017

    Shell Brasil e a Coppe podem aumentar parceria


Em visita à Coppe/UFRJ em 12 dezembro de 2017, o presidente da Shell Brasil, André Araujo, sinalizou o interesse em ampliar no próximo ano a parceria com a Coppe e outras unidades da UFRJ, investindo em projetos de longo prazo. No ano de 2017, a Coppe e a Shell firmaram cinco acordos para o desenvolvimento de projetos de pesquisa, totalizando um investimento de R$ 123 milhões Este valor representa 61,5% do total investido no mesmo ano pela empresa em projetos na UFRJ, que soma cerca de R$ 200 milhões. André Araújo participou de uma reunião com o diretor da Coppe, Edson Watanabe, o vice-diretor, Romildo Toledo, e o diretor de Tecnologia e Inovação, Fernando Rochinha. O presidente da Shell veio acompanhado de três profissionais: o gerente sênior de Parcerias em Pesquisa & Desenvolvimento, Regis Assao, o Gerente de Colaborações Externas em Tecnologia, Marcelo Mofati, e a Gerente do Programa de Recuperação Avançada de Petróleo, Frances Abbots. “Foi um ano favorável. No início nos preocupamos em superar o desafio de acompanhar a implantação de vários projetos de P&D simultâneos. Mas com o esforço das equipes da universidade, da Coppe e da Shell agora sabemos o caminho para que os projetos fluam de forma adequada. Foi um ano muito bom. A Coppe se traduz em espaço para crescimento”, declarou o presidente da Shell Brasil. O professor Romildo Toledo, afirmou que a Coppe também pode atuar em novas frentes. “A Coppe pode realizar estudos que envolvem, por exemplo, captura de CO2, uso de nanotecnologia aplicada à área de óleo e gás, energias renováveis, mudanças climáticas, entre outros ainda não contemplados pelas atuais parcerias com a empresa”, antecipou. Durante o encontro, o diretor da Coppe, Edson Watanabe, fez uma apresentação sobre a instituição, incluindo laboratórios que desenvolvem pesquisas para a área de petróleo e gás, e destacou três projetos que foram desenvolvidos recentemente e premiados pela ANP: o robô Doris, a boca de sino multifuncional, e a boia de sustentação de risers. O presidente da Shell Brasil visitou as instalações do Laboratório de Recuperação Avançada de Petróleo (LRAP) da Coppe. Em 2017, foram aportados mais R$ 80 milhões em recursos para aquisição de equipamentos, e pesquisas a serem desenvolvidas nos próximos cinco anos com potencial de alto impacto no fator de recuperação de petróleo em campos do pré-sal. Araujo acompanhou atentamente as explicações do professor e coordenador do laboratório, Paulo Couto, sobre os equipamentos e as pesquisas que começaram a ser realizadas. A maioria dos estudos em andamento tem como objetivo aumentar a produção de petróleo nos poços do pré-sal. De acordo com Frances Abbots, Gerente do Programa de Recuperação Avançada de Petróleo, presente ao encontro,a empresa tem acompanhado a evolução do LRAP. “Neste laboratório está sendo construído um centro de excelência que não existe em nenhuma outra universidade no mundo”, afirmou. Acompanhado dos diretores da Coppe, o presidente da Shell também se reuniu com o reitor da UFRJ, Roberto Leher, que declarou estar muito satisfeito com as parcerias que estão sendo firmadas com a universidade. O reitor destacou a relação que a universidade já mantinha com o grupo, desde a instalação da BG no Parque Tecnológico, e que agora se inicia um novo momento. “Estou orgulhoso pelo que já foi e está sendo construído pela Coppe e outras instituições da UFRJ”, afirmou. Roberto Leher sugeriu ao presidente da Shell que avaliasse a possibilidade de ampliar as parcerias para outras áreas, além de óleo e gás, como cultura, biotecnologia, entre outras. André Araujo disse ao reitor que está muito satisfeito com o resultado do que vem sendo feito pela Shell com a UFRJ. “Foi muito bom antecipar, a partir da aquisição da BG, as parcerias com a Universidade para a realização de pesquisas que teriam seu início em 2019, com foco no campo de Libra. O presidente da Shell também falou da necessidade de aumentar a eficiência nas atividades de óleo e gás nos campos do pré-sal brasileiro, onde situações não previstas ocorrem a todo momento. Por isso a necessidade cada vez maior de pesquisas em parceria com a Coppe e outras unidades da UFRJ. Também participou da reunião na Reitoria da UFRJ, o diretor do Parque Tecnológico da UFRJ e professor da Coppe, José Carlos Pinto.

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