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  Geral - Express
  Autor/Fonte: TN Petróleo/Agência Brasil
  Data: 06/02/2018

    Seis contratos para exploração do pré-sal foram assinados


O governo federal assinou em 31 de janeiro de 2018, no Palácio do Planalto, os contratos de concessão de áreas do pré-sal leiloadas em outubro de 2017. Em seu discurso, o presidente Michel Temer afirmou que os contratos renderão investimentos para a sociedade.

Os leilões de outubro foram os primeiros do pré-sal que registraram ágio a favor da União e tudo isso significa uma maior contrapartida para a sociedade. São mais recursos para a saúde, educação, para os serviços que os brasileiros tanto precisam, disse o presidente.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, destacou a geração de empregos com os novos contratos. Estamos falando de milhares de empregos, alguns milhões em investimento. Precisamos sim aproveitar dessa riqueza que o Brasil foi abençoado. Entre o leilão e a exploração se leva seis, sete anos, mas o povo brasileiro vai comemorar muito em breve os milhares de empregos que o país tanto precisa.

Segundo cálculos da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo (Abespetro), a construção de uma plataforma de exploração de óleo e gás, por exemplo, gera 68 mil empregos diretos e indiretos. Os dois leilões de áreas do polígono do pré-sal das bacias de Santos e Campos, constantes da 2ª e 3ª rodadas, arrecadaram R$ 6,15 bilhões em bônus, com a venda dos seis dos oito blocos ofertados - o equivalente a 75% de toda a área levada a leilão.

De acordo com o governo, cerca de R$ 100 bilhões serão investidos no Brasil, a partir de agora, pelos consórcios vencedores. O leilão desses blocos de pré-sal é reflexo de mudanças regulatórias na área de óleo e gás. Em novembro de 2016, Temer sancionou uma lei que desobrigou a Petrobras de participar de todos os consórcios do pré-sal.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, atribuiu os números conquistados no leilão ao fim do monopólio da estatal na exploração do pré-sal. O significado dessas assinaturas é voltar a permitir que o país se beneficie de uma indústria que estava praticamente morrendo. Hoje assinamos seis contratos. Se a lei anterior prevalecesse, seriam três contratos, portanto, a grosso modo, fazendo uma aproximação grosseira, seria metade dos empregos, das encomendas da indústria nacional, dos impostos, ou seja, um enorme prejuízo para o país. Antes da mudança na lei, a exploração deveria, necessariamente, contar com pelo menos 30% de participação da Petrobras.

Veja os blocos do pré-sal que tiveram os contratos de concessão assinados êm 31/01/2018: Sul de Gato do Mato (Bacia de Santos) Consórcio vencedor: Shell Brasil (80%) e Total E&P do Brasil (20%) Excedente em óleo ofertado: 11,53% Entorno de Sapinhoá (Bacia de Santos) Consórcio: Petrobras (45%), Shell Brasil (30%) e Repsol Sinopec (25%) Excedente em óleo ofertado: 80% Norte de Carcará (Bacia de Santos) Consórcio: Statoil Brasil O&G (40%), Pertrogal Brasil (20%) e ExxonMobil Brasil (40%). Excedente em óleo ofertado: 67,12% Peroba (Bacia de Santos) Consórcio: Petrobras (40%), CNODC Brasil (20%) e BP Energy (40%) Excedente em óleo ofertado: 76,96% Alto de Cabo Frio Oeste (Bacia de Santos) Consórcio: Shell Brasil (55%), CNOOC Petroleum (20%) e QPI Brasil (25%) Excedente em óleo ofertado: 22,87% Alto de Cabo Frio Central (Bacia de Campos) Consórcio: Petrobras (50%) e BP Energy (50%) Excedente em óleo ofertado: 75,8%

 

Fonte: Agência Brasil

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