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  GD - Artigos
  Autor/Fonte: Diário do Nordeste/ Abegás
  Data: 10/04/2018

    Cegás é a 1ª do Brasil a injetar GNR na sua rede de distribuição


A Companhia de Gás do Ceará (Cegás) tem entre seus principais investimentos o projeto pioneiro no Brasil de construção de gasoduto de 23 quilômetros (km), que vai interligar o Aterro Sanitário de Caucaia à rede. A Companhia é, portanto, a primeira empresa brasileira a injetar gás natural renovável (GNR) em sua rede de distribuição.

Nós seremos a primeira distribuidora de gás natural a utilizar na sua rede esse GNR. É uma experiência pioneira e recém-regulamentada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nós começamos uma fase pré-operacional ainda em 2017 com uma parceria com a Cerbras e também com o nosso fornecedor GNR Fortaleza. Nós estamos adquirindo este gás e distribuindo através da nossa rede para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), diz o diretor presidente da Cegás, Hugo Figueirêdo.

Ele afirma que uma das vantagens do GNR é conseguir evitar o aquecimento global. Tem um apelo ambiental muito forte e você aproveita para colocar um produto ambientalmente sustentável e competitivo financeiramente, uma vez que ele tem as mesmas qualidades do gás natural convencional.

O diretor presidente da Cegás ainda diz que está trabalhando na unidade um contrato para a produção de 70 mil m³ por dia deste tipo de gás natural. O investimento por parte da companhia foi da ordem de R$ 23 milhões.

É um volume considerável e chega a 15% do volume comercializado pela Cegás. Não é algo pequeno para o início das operações. É uma expectativa muito grande para o Brasil todo acompanhar o que estamos fazendo aqui. É uma tendência inclusive para os próximos anos, acrescenta Figueirêdo.

Outros projetos como este já estão sendo estudados pelo governo, segundo ele. Estamos prospectando outros aterros sanitários no Interior do Estado que têm como utilizar e replicar essa experiência. Estamos identificando e investigando a possibilidade de replicar isso para outras três regiões do Ceará. Demora um tempo para que o próprio aterro comece a produzir o biogás, explica.

De acordo com Figueirêdo, outros aterros em Sobral, Limoeiro do Norte e um no Cariri possuem o potencial para a produção de gás natural renovável. Nós iremos acompanhar de perto a evolução desses aterros para no momento adequado podermos replicar essa experiência.

Balanço

A Cegás registrou um aumento de 16,69% nas vendas de gás natural no ano passado.

Segundo balanço da empresa, o volume comercializado passou de 1.360.162 m³/dia em 2016 para 1.587.152 m³/dia em 2017. O segmento térmico puxou o crescimento do ano passado, com a captação de novos clientes como a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que é um cliente muito importante. No fim de dezembro nós batemos o recorde de vendas de gás natural em um único dia, cerca de 612 mil m³ (segmento não térmico). Em janeiro, fevereiro e março nós experimentamos novos recordes também, afirma Figueirêdo.

Segundo o balanço da companhia, quando excluído o consumo de gás natural pelo segmento termoelétrico, o volume médio de gás comercializado pela Cegás para todos os demais segmentos foi de 458.872 m³/dia, o que corresponde a um aumento nas vendas de aproximadamente 3,19% em relação a 2016 (444.705 m³/dia).

No segmento termoelétrico, a Cegás apresentou, em 2017, um volume médio diário de gás comercializado de 1.128.280 m³/dia, alta de 23,25%, em relação a 2016. Segundo Figueirêdo, o resultado é reflexo dos despachos feitos pelos Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Em termos financeiros, a Cegás é uma empresa rentável. No ano passado, investimos R$ 19 milhões e neste ano R$ 24 milhões estão previstos para aquisição de equipamentos e expansão da malha de gasodutos, que passou de 437 km para 466 km de extensão no fim de 2017. Houve ainda a expansão da rede em alguns projetos de melhorias e eficiência para conseguirmos atender melhor os nossos clientes. Atualmente temos mais de 12 mil clientes e em 2017 acrescentamos 2,5 mil clientes.

Conforme os resultados, em 2017, a receita bruta total da companhia foi de R$ 568,246 milhões, cerca de 14% superior ao verificado em 2016 (R$ 498,423 milhões). Já a receita líquida gerada alcançou o montante de R$ 441,1 milhões. Ainda de acordo com o balanço da empresa, o lucro líquido da Cegás em 2017 foi de R$ 61,6 milhões, 0,15% maior do que no ano anterior. A companhia encerrou o ano passado com saldo de caixa de R$ 111,2 milhões.

Ainda de acordo com o balanço da companhia, no segmento veicular, considerando inclusive o gás natural veicular comprimido, foi registrado um volume médio comercializado em 2017 da ordem de 184.073 m³/dia, o que corresponde a um aumento de 9,99% em relação a 2016.

Parceria

Como uma empresa de economia mista controlada pelo Estado, a Cegás possui ainda mais dois acionistas. O governo tem a maior parte das ações ordinárias, de 51% do total. Já a Gaspetro (empresa da Petrobras) e a Mitsui Gás (companhia japonesa) possuem 49% das ações. Além desses parceiros, Figueirêdo afirma ainda que a companhia está prospectando uma unidade de regaseificação em terra no Porto do Pecém.

Estamos discutindo isso com os coreano da Kogas. A vantagem para a Cegás é que com esta unidade em terra podemos transportar o gás natural liquefeito para o Interior através de trens ou de carretas, trazendo mais competitividade e desenvolvimento para o Ceará.

Segundo ele, em breve haverá uma nova rodada de discussões sobre o projeto. É um investimento da ordem de R$ 800 milhões e depois da decisão tomada são aproximadamente quatro anos para a conclusão da unidade, afirmou.

Entre as novidades deste ano, o diretor presidente da companhia também afirma que a nova sede da Cegás já está pronta e funcionando. Além disso, o local possui um espaço cultural para aproximar a empresa da sociedade, de acordo com Figueirêdo.

Fonte: Diário do Nordeste Online / Abegás (03/04/2018)

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