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  Produção - Reportagens
  Autor/Fonte: Júlio Bittencourt /Jefferson Klein
  Data: 02/12/2018

    Braskem vê possibilidades de uso do gás argentino


Jazida na Argentina facilita o abastecimento no complexo gaúcho

Dentro do seu plano de diversificar o uso de matérias-primas e fornecedores, a Braskem já havia feito adaptações para trabalhar com gás etano, sem descartar o uso da nafta, no polo petroquímico baiano.

Apesar de ser um processo mais complicado para implantar na unidade do Sul, que também é abastecida fundamentalmente por nafta, a empresa não descarta que uma medida semelhante seja adotada no complexo de Triunfo, e uma opção de fornecimento para a estrutura seria o gás argentino.

O presidente da Braskem, Fernando Musa, comenta que a dificuldade para diversificar o uso de insumos no polo gaúcho é logística. O dirigente recorda que o gás etano importado que está abastecendo a Braskem na Bahia vem dos Estados Unidos, ou seja, muito mais próximo do Nordeste do que do Rio Grande do Sul.

Tem um desafio aí, mas com o desenvolvimento de Vaca Muerta, na Argentina, pode ser que se crie uma alternativa, argumenta o executivo. Com a descoberta da jazida chamada de Vaca Muerta, localizada nas províncias de Neuquén e Mendoza, a nação vizinha passou a contar com abundância de gás de xisto.

A matéria-prima, acrescenta Musa, poderia vir por navios para o Estado a partir do terminal de Bahía Blanca. Contudo, o dirigente ressalta, que seria preciso aprimorar a infraestrutura para realizar essa ação já que a Lagoa dos Patos apresenta algumas dificuldades de navegabilidade.

O uso da monoboia em Tramandaí também implicaria complicações, pois o mar é bem agitado e as condições climáticas são instáveis nessa região, o que atrapalha, muitas vezes, as operações dos navios.

Musa salienta ainda que estão sendo avaliadas outras potencialidades que podem ser aproveitadas na central de Triunfo. A gente compra muito condensado, que é outra matéria-prima que usamos bastante no Rio Grande do Sul, e estamos olhando outras maneiras para criar flexibilidade entre nafta e condensado, frisa.

Em meados de novembro, quando a Braskem apresentou seu balanço do terceiro trimestre do ano, na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), em São Paulo, a companhia informou que 82% da sua matéria-prima era constituída de nafta. O restante vinha de etano/propano, HLR (um gás de refinaria), propeno e etanol.

No caso da nafta, 43% do insumo vinha da Petrobras e 57% era importado de mais de 20 fornecedores. Musa comenta que esses percentuais oscilam de acordo com as condições do mercado.

O diretor da MaxiQuim Assessoria de Mercado João Luiz Zuñeda argumenta que faz sentido usar gás no polo petroquímico do Sul, por ser uma matéria-prima muito competitiva. No entanto, o consultor admite que não é nada que não possa ser feito, atesta. 

O integrante da MaxiQuim enfatiza que, segundo dados da International Energy Agency (IEA), o gás natural passará o carvão como recurso energético em 10 ou 15 anos. Essa projeção demonstra o potencial do gás no planeta.

Zuñeda acrescenta que Vaca Muerta mudou o perfil energético da Argentina. O diretor da MaxiQuim ressalta que a atividade nessa área é inicial, entretanto já é uma realidade, com petroleiras atuando na região. Lógico que vai produzir muito mais nos próximos anos, adianta.

Além da oportunidade vinda do país vizinho, o consultor acrescenta que o petróleo que sairá do pré-sal brasileiro será acompanhado por generosos volumes de gás natural, o que poderá ser aproveitado pela Braskem. Outra possibilidade futura é o uso do gás oriundo do carvão, com a carboquímica. 

 

Fonte: Jefferson Klein / Jornal do Comércio (27/11/2018)

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