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  Cogeração - Novidades Tecnológicas
  Autor/Fonte: Antonio Nunes Jr.
  Data: 02/06/2005

    Microgeração para as pessoas


‘O novo pensamento em microgeração prevalecerá, talvez enevoando os limites entre as indústrias automotivas e as plantas de geração de energia estacionárias’
Antonio Nunes Jr.

A microgeração está chegando às residências. Ter um cogerador em casa para fornecimento de energia elétrica e calor ou frio é realidade para algumas dezenas de milhares de residências no Japão , na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos, no Canadá e em vários outros países. O combustível mais comum é o gás natural, porém há sistemas alimentados a óleo combustível, querosene e hidrogênio. As potências típicas de geração energia elétrica estão na faixa de 1 kW e de geração de calor na faixa de 3 kW, e as eficiências desses sistemas apregoadas pelos fabricantes estão na faixa dos 80%. Isso atende às necessidades médias de uma residência comum. Nos momentos de pico, é utilizada a energia da rede elétrica. Outra vantagem é a redução das emissões de gases.

Chamou-me a atenção o artigo publicado na revista bi-mensal Cogeneration & ON-Site Power Production, março – abril de 2005, páginas 23 a 27, Micropower to the people– and how vehicle fuel cells might contribute, assinado por Vijav V. Vaitheeswaran, correspondente para The Economist em Energia e Meio Ambiente Global. Segundo Vijav, que é autor do livro Power to the People – how the coming energy revolution will transform an industry, save our lives and maybe save the planet (www.earthscan.co.uk), “o mundo está em uma ‘encruzilhada em energia’, e as decisões tomadas agora formatarão os investimentos na infra-estrutura de energia para os próximos anos. O novo pensamento em microgeração prevalecerá, talvez enevoando os limites entre as indústrias automotivas e as plantas de geração de energia estacionárias.”

Vijav concorda com Amory Lovins, a força intelectual por trás do Rocky Mountain Institute (RMI) quando este afirma que seu Hypercar , um carro conceito, “será a planta de geração de energia limpa do futuro”. Ele tem tração 100% elétrica, corpo de componentes plásticos, eletrônica e software altamente sofisticados, e um projeto radicalmente simplificado e integrado. Este veículo utilitário esportivo (SUV) será alimentado por células a combustível, que produzem eletricidade através da combinação do hidrogênio com o oxigênio, são mais eficientes que os motores de combustão interna convencionais a gasolina, mais silenciosas e emitem somente vapor d’água.

Células a combustível atualmente estão começando a aparecer em aplicações estacionárias para indústrias, hotéis, e residências, para aplicações móveis como automóveis, ônibus e outros veículos e para aplicações portáteis, como laptops e celulares. Algumas em início de comercialização e a maioria em fase experimental.

Lovins está convencido que os consumidores estarão aptos a usar a célula a combustível instalada debaixo do capô como uma planta de microgeração que pode alimentar as necessidades de suas casas ou escritórios. Esses carros podem ser também usados como geradores de back-up. Ele não vê nada que impeça os consumidores de conectar esses carros elétricos em uma tomada da parede durante as horas de pico quando a rede de energia está mais carregada, e vender a eletricidade gerada de volta para as empresas de energia elétrica, obtendo lucro.

Os grandes fabricantes de automóveis (DaimlerChrysler, GM, Honda, Toyota, Nissan, e outros) e de outros veículos não pretendem estar fora desse futuro de energia limpa e estão investindo no alguns bilhões de dólares no desenvolvimento de seus modelos, que esperam estar disponíveis comercialmente em 2010 , 2012 ou em algum momento até 2015.

Vijav apresenta a seguinte pergunta: “O que pensam as empresas de energia elétrica sobre toda esta conversa?” E indica como resposta a afirmação de Kurt Yager do Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica americano (EPRI): “A revolução tecnológica de hoje na energia é a mais dramática que já vimos desde os dias de Edison, dado o espalhamento da geração distribuída, do transporte usando tração elétrica, e da convergência da eletricidade com gás e até mesmo as telecomunicações. No final, este século será realmente o século da eletricidade, com o microchip como o consumidor final.”

Vijav acrescenta “Se os limites entre a indústrias automotiva e de energia elétrica realmente começam a ficar borrados, o impacto na economia, na indústria e nas nossas vidas pode ser bastante dramático. Considere somente um cálculo básico: a capacidade de geração de energia elétrica encontrada sob os capôs dos carros na Inglaterra ou Estados Unidos é 10 vezes a de todas as usinas de geração nucleares, a carvão e gás juntas nesses países. Ou seja a Ford pode sozinha adicionar mais energia à rede elétrica inglesa que todas as geradoras convencionais de eletricidade do país juntas.”

O autor preconiza um novo modelo para a rede de energia elétrica, suportado pelos “avanços da internet e dos sofisticados softwares de comando, controle e comunicação” que tornarão “a velha rede de energia elétrica” em “uma rede digna de ser o verdadeiro backbone da economia digital.” “A feliz colisão do mercado, ambientalismo e inovação explica a tendência mais forte da energia hoje: micro geração, que coloca pequenas e limpas usinas de geração de energia próximas às casas e fábricas.” “A atual antiquada rede elétrica, projetada quando a potência fluía das grandes usinas para os consumidores distantes, está sendo melhorada para lidar com os futuros fluxos complexos e multidirecionais de amanhã (o resultado de micro geradores vendendo energia para a rede assim como comprando dela).”

Para destacar a importância da transformação preconizada, Vijav lembra que “energia é de longe a maior indústria do mundo – a indústria de eletricidade sozinha é maior, em termos de receita, que os negócios de telefonia de longa distância e celulares juntos. O negócio global de energia chega quase a US$ 2 trilhões por ano.” Além disso, é uma indústria que no mundo tem alto impacto no meio ambiente.

Jayme Buarque de Hollanda, diretor geral do INEE, em seu recente artigo Veículo elétrico – ameaça ou oportunidade para a rede elétrica? coloca a situação no presente: “os veículos elétricos a bateria ou híbridos, eles estão aí para consumir e/ou produzir energia elétrica” e ressalta que as concessionárias elétricas devem começar “desde cedo a se preparar para as novas realidades da geração distribuída e do VE, procurando tirar vantagens de uma nova realidade que já começou.”

De fato, alguns veículos elétricos já oferecem energia elétrica para as pessoas. Alguns exemplos:

* o Ford Escape Híbrido possui uma tomada elétrica de 110V CA 150W;
* a pick-up Chevrolet Silverado híbrida possui 4 tomadas (2 na caçamba) de 120V 20 A, que podem ser usadas para alimentar equipamentos elétricos em locais remotos e que, também, podem atender ao consumo médio de uma residência por várias horas;
* a japonesa Yamaha trabalha no desenvolvimento de uma motoneta de célula a combustível equipada com um tomada de 300 W CA para uso em lazer ou em emergência.
A
tendência é o crescimento desse tipo de “acessório” nos veículos elétricos para os mais diversos usos, inclusive para “suprir as necessidades elétricas individuais e, integrados à rede elétrica na distribuição podem cumprir diversas funções complementares ao sistema elétrico (serviços ancilares) de melhora da qualidade da energia local/regional,” como sugere Jayme Buarque.

Veículos elétricos a bateria, híbridos e de célula a combustível serão o foco do VE 2005 - 3o Seminário e Exposição de Veículos Elétricos, que ocorrerá nos dias 17 e 18 de março de 2005, no Blue Tree Convention Center, em São Paulo, SP. As interações de veículos elétricos com a rede elétrica estarão em debate neste evento.

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