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  GNC - Artigos
  Autor/Fonte: Adriano Pires e Rafael Schechtman
  Data: 01/06/2006

    Uma alternativa ao gás natural boliviano


A crise da Bolívia mostrou a urgência de se encontrar alternativas confiáveis ao gás natural boliviano. Várias propostas têm sido consideradas, tais como a aceleração da oferta doméstica e a importação de gás natural liquefeito (GNL). Uma terceira alternativa pouco discutida e complementar às demais é o uso de embarcações para transporte de gás natural comprimido (GNC), um conceito há algum tempo desenvolvido para aproveitamento de gás natural desperdiçado (stranded gas).

Esta alternativa viabilizaria o aproveitamento econômico do gás queimado e parte do gás reinjetado na Bacia de Campos. O GNC, assim como o gás natural veicular (GNV) de uso difundido no Brasil, é obtido pela compressão do gás em cerca de 200 vezes, de forma tal que um metro cúbico de GNC contém 200 vezes a massa do mesmo volume de gás natural. Diferentemente do gás natural liquefeito (GNL) - uma outra forma utilizada para o transporte marítimo do gás em navios metaneiros após liquefazê-lo a temperaturas de 160ºC abaixo de zero - o GNC permanece gasoso, não requerendo os vultosos investimentos dos navios metaneiros e plantas de liquefação e regaseificação. Dependendo da distância, o custo de transporte das embarcações é inferior aos dos gasodutos ou navios de GNL.

Vários estaleiros e armadores nos EUA, Canadá, Noruega, Japão e Coréia já desenvolveram projetos deste tipo de embarcação e obtiveram atestados de entidades certificadoras. A operação das embarcações é bastante simples comparada a dos navios metaneiros. Em uma primeira etapa, o navio aporta nas proximidades das plataformas marítimas de produção, onde o gás é comprimido e transferido para o sistema de armazenagem. Na segunda etapa, de volta ao continente, descarrega-se o gás na rede local de gasodutos ou diretamente para uso em uma termelétrica.

Cada embarcação de GNC transporta de 6 a 15 milhões de metros cúbicos de gás e seu custo estimado situa-se entre US$ 100 milhões e US$ 120 milhões. Dependendo da localização da área de produção, duas a quatro embarcações são empregadas para garantir um fluxo contínuo de gás. O custo de transporte varia entre US$ 0,50 e US$ 1,20/ MMBTU, conforme a distância e o volume transportado, sendo que o investimento na embarcação representa 90% deste custo. Esta é outra vantagem econômica da embarcação sobre o gasoduto, pois seu investimento não representa um "sunk cost", já que, esgotada a produção de uma área, ela pode operar em outra.

O uso de embarcações de GNC, além de incrementar o aproveitamento do gás natural atualmente desperdiçado, também estimularia a indústria naval nacional em sua construção, com geração de empregos em toda sua cadeia produtiva, sobretudo no Estado do Rio de Janeiro.

A queima de gás na Bacia de Campos tem sido crescente. Em 2005, foram queimados 3,6 milhões de m³/dia , 32% mais do que em 2004. Isso representou 30% dos 12 milhões de m³/dia de gás disponível na região. Para se ter uma idéia, esse gás desperdiçado corresponde a mais de 27% da venda de gás no Rio de Janeiro. A reinjeção, por sua vez, atingiu 1,4 milhões de m³/dia, em 2005, o que representa, respectivamente, 14% e 11% das vendas de gás no Rio e em São Paulo.

No ano passado, a Bacia de Campos produziu 45% do gás e 84% do petróleo nacional. Como o gás produzido se encontra associado ao petróleo, o ritmo de produção do primeiro está ligado ao do segundo. O aproveitamento comercial dos dois produtos, no entanto, se dá de forma diferente. O do petróleo, por ser menos complexo, requer menores investimentos por unidade de valor transportado. Já o aproveitamento do gás requer um sistema para a sua coleta nos diversos campos produtores, gasodutos submarinos destinados a seu transporte até a terra e unidades de processamento antes de seu consumo. Caso não se disponha dessa infra-estrutura, o gás é reinjetado no campo produtor ou queimado no local.

Muitos países, como, por exemplo, a Noruega, proíbem ou, pelo menos, restri

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