GNL epbr 13 outubro 2020

Norsk Hydro, Golar LNG e Celba cancelam acordo para suprimento à Alunorte, no Pará

Norsk Hydro,  LNG e Celba cancelaram o acordo para fornecimento de gás natural liquefeito para a Alunorte, unidade de alumínio no Pará. Suprimento seria baseado na instalação de um terminal de regaseificação em Barcarena, associado a uma usina termoelétrica, negociada no leilão de energia nova de 2019.

— Segundo comunicado da Golar, os planos de instalação do terminal estão mantidos, com entrada em operação programada para 2022. As empresas não justificaram o encerramento do acordo para fornecimento de gás para a Alunorte. Argus/Reuters

— A Hydro informou que está comprometida em buscar o gás natural como uma fonte de energia para a refinaria Alunorte e continuará as discussões com as partes interessadas.

— Hoje, o Pará não tem acesso à gás natural. Estado não produz nem é atendido pela rede de gasodutos, que interliga Gasbol e a produção nacional aos estados do Centro-Sul e parte do Nordeste.

A Golar, por meio da Golar Power Comercializadora, e a BP Energy, aguardam a análise dos recursos feitos à Petrobras no arrendamento do terminal de  da Bahia.

— A Golar recorre da desclassificação. Foi a única a ter a proposta acatada, mas foi desclassificada pela Petrobras após análise de integridade revisada em decorrência do fato de o CEO da companhia, Eduardo Antonello, ter sido alvo de uma fase da Lava Jato. O executivo se afastou da empresa.

— A BP pede que sua proposta seja admitida. Apresentou uma oferta não vinculante, não prevista no edital e que acabou rejeitada pela Petrobras.

— As duas empresas pedem a abertura de novo prazo para envio de propostas, caso os recursos sejam rejeitados pela Petrobras.