Gasodutos 04 novembro 2020

Rede de dutos prevê US$ 2 bilhões para SP

A Compass Gás e Energia, do Grupo Cosan, pretende movimentar junto a parceiros estratégicos, US$ 2 bilhões (R$ 11,15 bilhões) para investir em gasodutos na Bacia de Santos por meio da Rota 4 Participações.

A intenção da empresa brasileira é ter participação minoritária no projeto e o foco é o suprimento de gás para o maior mercado do País, a Região Sudeste.

A Rota 4 vai aumentar a capacidade de transporte e produção de gás nos campos do pré-sal. Ela está dividida em duas partes: uma chamada de Rota 4A, que liga a produção do pré-sal em alto-mar até Praia Grande, com um gasoduto de 275 Km de extensão (quatro vezes a distância Santos-São Paulo).

A outra parte é a Rota 4B, um gasoduto com 313 Km de extensão, sendo 294 Km no mar e 19 Km em terra, ligando o polo de produção do pré-sal 43a Bacia de Santos até a Ilha da Madeira, no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro.

Segundo a Compass, a capacidade de escoamento da Rota 4 é de 21 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A empresa não fala em previsão de empregos, mas, segundo o consultor  em planejamento estratégico e professor na área de pesquisa, exploração mineral e de petróleo e gás natural, Juarez Fontana dos Santos, o segmento pode se tornar uma chance de geração de emprego e renda para a Baixada Santista se for bem aproveitado.

O projeto está em fase de licenciamento e a expectativa é que o gasoduto passe a operar entre 2027 e 2028. São aproximadamente quatro anos para a construção das estruturas.

A Compass é a maior distribuidora de gás do Brasil, com mais de 18 mil kms de rede instalada e 2 milhões de clientes.

Sua área de atuação está dividida em quatro segmentos: distribuição de gás natural por meio da Comgás, infraestrutura e originação de gás, acessando a oferta de gás do pré-sal e importando GNL, comercialização de gás e geração térmica a gás e trading de energia elétrica.

Em setembro de 2020, a empresa fez seu primeiro IPO (oferta pública de ações, sigla em inglês). O movimento é justamente para potenciais aquisições e investimentos em privatizações.

No dia 25/10/2020, A Tribuna mostrou que, na visão do responsável pela área de petróleo, gás e biocombustíveis da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de SãoPaulo, Ricardo Cantarani, é fundamental que a iniciativa privada atue na região da Bacia de Campos. Para o professor Juarez Fontana, a participação da Petrobras deverá ser minoritária nos próximos anos.

 

Fonte: A Tribuna /Santos/SP (26/10/2020)

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