Termelétricas Agência Reuters 26 dezembro 2020

Versão do Plano Decenal de Energia (PDE)2030

Solar, eólicas e termoelétricas a gás natural são as principais fontes de expansão da geração de energia no Brasil até o fim da década, de acordo com a versão preliminar do Plano Decenal de Energia (PDE) 2030, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

-- Documento está em consulta pública por 30 dias.

-- No cenário de referência, a geração distribuída (20 GW, 83% solar) será o principal mercado para aumento da capacidade instalada, seguida de eólicas (16 GW, 73% a ser contratado) e térmicas a gás natural (15GW, 69% a ser contratado).

-- Para as hidrelétricas, não há perspectivas de novos empreendimentos com entrada em operação ao longo da década, mas apenas de ampliação de usinas existentes.

Covid-19. Entretanto, o documento sinaliza que tanto os aportes em novas usinas quanto em linhas e subestações podem ser significativamente impactados pela pandemia de coronavírus, principalmente em caso de uma segunda onda de contágios.

-- O cenário mais otimista do PDE prevê que a carga poderia superar 100 GW médios em 2030. Em um cenário de crise sanitária mais intensa e prolongada, a carga seria de 84,4 GW médios. O cenário básico, de referência, aponta para expansão de até 93,8 GW médios.

-- Em geração, o cenário otimista projeta crescimento de 55 GW na capacidade instalada até 2030, enquanto o mais negativo aponta para apenas 11 GW adicionais.

Transmissão. No setor de transmissão, o PDE apontava inicialmente para investimento total de R$ 108,7 bilhões em dez anos, reduzido para R$ 89,6 bilhões no cenário de referência após a pandemia. Em uma visão pessimista, os aportes poderiam cair para R$ 59,2 bilhões.

 

Fonte: Agência Reuters (