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  Produção - Novidades Tecnológicas
  Autor/Fonte: Newsletter CanalEnergia
  Data: 27/01/2012

    Perspectivas para a geração fotovoltaica no Brasil


Brasil tem grandes possibilidades de desenvolver a indústria de energia fotovoltaica e de ampliar a participação desta fonte na matriz elétrica brasileira

 

(*) Nivalde de Castro, Kurt E. Paes e Guilherme Dantas, do Gesel/UFRJ, para a Agência CanalEnergia, Artigos e Entrevistas

 

 

Os investimentos em fontes renováveis de energia elétrica vêm sendo incentivados pelo duplo e convergente movimento de redução das emissões de gases de efeito estufa e promoção da segurança do suprimento energético. Neste contexto, vem ocorrendo um aumento da capacidade instalada mundial de geração fotovoltaica, que passou de aproximadamente 5 GW em 2005 para cerca de 39 GW ao fim de 2010. Deste total, somente em 2010, foram instalados 17,4 GW. Para 2011 as estimativas indicam que devem ser adicionados mais 24 GW, com a América do Norte e Ásia detendo quase 85% deste acréscimo.

 

Especificamente em relação à crescente expansão da energia fotovoltaica (FV), devem ser destacadas duas características relevantes. A primeira é que o crescimento ocorre com base na geração distribuída, principalmente telhados solares residenciais - solar-roofs -, aeroportos e usinas solares de alta potência conectadas à rede e minirredes. A segunda é que a viabilidade econômica e financeira na maioria dos casos está ocorrendo por meio de políticas de incentivos tarifários. Esta política teve êxito na promoção da fonte fotovoltaica em países como a Alemanha, que conseguiu consolidar um parque de 17,2 GW até 2010, bem como em outros países europeus como Itália, Espanha, Portugal e República Tcheca.

 

As evidências empíricas indicam que a adoção de políticas públicas para incrementar a energia fotovoltaica tem se mostrado vital para o desenvolvimento desta indústria. Ao garantir demanda para a cadeia produtiva, as políticas públicas garantem e estimulam a ampliação da capacidade do complexo produtivo, incentivam inovações tecnológicas e, como resultante, tem permitido o aumento da capacidade produtiva. Desta forma, as estimativas indicam que em 2011 o complexo produtivo mundial de painéis fotovoltaicos teria uma capacidade produtiva próxima de 40 GW ano considerando todas as tecnologias disponíveis: silício cristalino, silício poli-cristalino, silício amorfo e filme-fino (CdTe, CIGS, CIS).

 

O crescente aumento da produção de painéis solares fotovoltaicos está ocasionando uma redução de custos devido às economias de aprendizado e principalmente de escala. Além da queda dos custos de produção dos módulos fotovoltaicos, verifica-se a redução dos custos dos equipamentos dos sistemas, como inversores, racking systems, cabeamentos e tracking systems. Cabe destacar, que os custos destes componentes podem chegar a mais de 35% do custo das instalações. Há assim um esforço de desenvolvimento tecnológico a fim de gerar ganhos de produtividade, como é o caso dos institutos de pesquisas, como o Rocky Mountain Institute dos Estados Unidos, que pretende atingir uma redução dos custos em torno de 40% até 2015.

 

O resultado dos investimentos em inovações tecnológicas é que já existem empresas no mercado produzindo módulos fotovoltaicos ao custo de US$ 0,75 por Watt, viabilizando a instalação de plantas fotovoltaicas de grande porte com tecnologias de filme-fino com custos em torno de US$ 2,50/Watt instalado (na modalidade turn-key), nos EUA, Europa e Japão. Esta tendência poderá tornar a energia solar FV competitiva com as fontes térmicas e nucleares nestas regiões até 2015. Como consequência, este ganho de competitividade tenderá a possibilitar uma redução progressiva dos incentivos tarifários por conta da cada vez mais próxima paridade com a rede (“grid parity”) das instalações fotovoltaicas em “utility scale”.

 

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