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Rio Pipeline 2019
(3/9/2019 - 5/9/2019)
Ventro de Convenções Sul América, Cidade Nova, Rio de Janeiro - RJ
IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis
Horários:
Congresso: 9h às 18h30
Exposição: 12h às 20h

Idiomas:Português e Inglês

 
 
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  Produção - Novidades Tecnológicas
  Autor/Fonte: Valor Econômico/TN Petróleo
  Data: 12/07/2012

    Água do mar deve ser vista como área a ser explorada


Estudo do Instituto Internacional de Gerenciamento de Água (IWMI) revela que, a partir de 2030, serão necessários mais 2 mil km³ de água por dia para alimentar a população mundial. O volume é 25% maior do que o usado atualmente. Não é à toa que, assim como o petróleo, a água é apontada neste século como um insumo fundamental para a economia global e vem se tornando uma mercadoria cada vez mais valiosa. Trata-se de um mercado estimado em US$ 350 bilhões, montante que deverá crescer 4,7% ao ano e atingir US$ 530 bilhões anuais, em 2016.

 

Na ânsia de matar a sede do mundo, crescem, por exemplo, os negócios ligados diretamente à dessalinização de águas oceânicas. Estima-se que até 2016 a capacidade global de produção de água doce diária por meio da extração do sal deva alcançar 106,6 milhões de metros cúbicos por dia, contra 42,7 milhões de metros cúbicos registrados em 2007. E as oportunidades para novos empreendimentos não param por aí. Ao contrário do passado, têm grandes chances de dar certo nesse mercado quem conseguir transformar estudos - antes fechados nos laboratórios de pesquisa das universidades - em ferramentas a favor da diminuição do consumo e aumento do reúso da água, além de redução de perdas com a imprevisibilidade do clima em setores importantes como energia, agronegócio e petróleo.

 

Foi o que fez o oceanógrafo Daniel Ruffato, 27 anos, e seus sócios, ao fundarem em 2010, no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), a Salt Ambiental, especializada em consultoria e suporte a empresas que atuam em ambientes lacustres e marinhos. Em pouco tempo, eles conquistaram clientes como a Petrobras, Shell e Queiróz Galvão. Mas, ao contrário do que se podia imaginar no início, o carro-chefe da empresa passou a ser os aplicativos desenvolvidos para facilitar o processamento e a apresentação de dados oceânicos em trabalhos de campo. O mais inovador é o Ocean DB, projetado para smartphones, tablets e computadores que usam sistema Android. O aplicativo fornece parâmetros oceanográficos, como temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido na água e frequência de empuxo. "Foi um ano de estudo até concluir o projeto, mas estamos em condições de oferecer as médias climáticas desde a superfície até o fundo de todos os mares e oceanos do mundo", afirma Ruffato. Lançado no início de abril, com acesso gratuito, o aplicativo registrou nos primeiros 30 dias 100 mil downloads. O empreendedor observa, contudo, que o Ocean DB é um projeto em andamento, que deve evoluir para uma plataforma de gerenciamento de dados em tempo real, para auxiliar no planejamento e operações de monitoramento de emergências ambientais.

 

Com faturamento estimado de R$ 600 mil para este ano, a Salt Ambiental projeta investir, ainda, na divulgação de dois de seus produtos: a garrafa Van Dorn, que coleta água do mar em qualquer profundidade por meio de um dispositivo mecânico, já encomendada pelo Instituto Oceanográfico; e a modelagem numérica para simular cenários, ondas, marés, nível dos oceanos, correntes, níveis de dispersão de poluentes e transporte de sedimentos. "Trabalhamos de forma interdisciplinar na análise de todos os lados, o que traz à Salt um diferencial no mercado", observa Ruffato.

 

Atenta à movimentação que a descoberta da camada do pré-sal provocou - só a Petrobras deverá investir US$ 33 bilhões na exploração de petróleo no litoral brasileiro até 2014 - a carioca Aquamet mudou o rumo dos seus negócios, depois de uma encomenda feita pela própria Petrobras, em 2008. "Eles estavam atrás de alguém que fizesse projeções de longo prazo para o clima nos mares da costa brasileira", lembra Ricardo Silva, 38 anos, sócio da Aquamet. Como a petrolífera já era cliente, eles resolveram investir. Desde, então, a empresa cresce a uma média de 15% ao ano, devendo faturar em 2012 cerca de R$ 2 milhões.

 

A prestação de serviços de monitoramento marítimo capaz de dar à Petrobras informações sobre como agir em situações de emergência, como vazamento de óleo causado por problemas nas plataformas ou nos navios petroleiros, levou a Aquamet a desenvolver um aplicativo que incorpora tanto previsões meteorológicas quanto oce&a

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