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  Produção - Novidades Tecnológicas
  Autor/Fonte: The New York Times/O Globo
  Data: 15/03/2013

    Gelo de fogo, energia para o Japão


País se torna primeiro a extrair hidrato de metano do fundo do mar


Chamas no navio de perfuração revelam o sucesso da experiência japonesa
Foto: HANDOUT / REUTERS

Chamas no navio de perfuração revelam o sucesso da experiência japonesa

O Japão anunciou em 14/03/2013 ter conseguido, pela primeira vez no mundo, extrair gás combustível de um depósito do fundo do mar de hidratos de metano — também chamado de “gelo inflamável”. Formado pela imensa pressão das profundezas e as baixas temperaturas do solo oceânico, o hidrato de metano era até há pouco tempo uma fonte de energia inalcançável. Porém, como aconteceu com o gás de xisto, novas tecnologias e o aumento da demanda por energia começam a tornar sua exploração economicamente viável.

Se acena com a possibilidade de grandes depósitos de combustível, o hidrato de metano é uma incógnita ambiental. Ninguém sabe ao certo o impacto que sua exploração teria nos ecossistemas marinhos. E se teme que, caso o metano escape para a atmosfera, essa nova energia dê ainda mais combustível para mudanças climáticas associadas ao aquecimento global. O metano é um gás do efeito estufa mais potente, embora menos comum, do que o dióxido de carbono.

O gás de hidrato do metano submarino pode ser uma alternativa para o petróleo e o gás natural. Caso as técnicas de exploração se comprovem eficientes, esse gás seria estratégico para o Japão, o maior importador mundial de gás natural liquefeito e envolvido num debate público sobre a forte dependência do país da energia nuclear.

Especialistas estimam que a quantidade de energia estocada nos depósitos de hidrato de metano em todo o mundo é, no mínimo, o dobro da de petróleo e gás. Isso poderia virar o jogo para países dependentes da importação de energia, em especial, o Japão. Pesquisadores já haviam extraído com sucesso gás de reservatórios de hidrato de metano em terra (existente no Círculo Ártico), mas não a partir do leito marinho, onde a maior parte dos depósitos está.

O hidrato de metano se forma quando o gás metano é preso no gelo abaixo do fundo do mar ou no subsolo. Embora pareça gelo, ele queima quando aquecido. O Japão, juntamente com o Canadá, já foi bem-sucedido na extração de metano preso em permafrost, formado por terra, rochas e gelo. Pesquisadores americanos fazem testes similares no Alasca.

Os japoneses investiram centenas de milhões de dólares, desde o início os anos 2000, para explorar as reservas de hidrato de metano do Mar do Japão e em águas internacionais no Pacífico. A ideia ganhou ainda mais força depois da crise atômica de Fukushima, há dois anos, que paralisou o programa de energia nuclear japonês e provocou o aumento das importações de combustíveis fósseis.

O ministério japonês da Economia, Comércio e Indústria disse que uma equipe a bordo do navio de perfuração experimental Chikyu começou a extração de gás de hidratos de metano de uma camada de cerca de 300 metros abaixo do leito do mar, na manhã de 13/03/2013. O navio está trabalhando na perfuração desde janeiro em uma área do Pacífico com cerca de mil metros de profundidad

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