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Rio Pipeline 2019
(3/9/2019 - 5/9/2019)
Ventro de Convenções Sul América, Cidade Nova, Rio de Janeiro - RJ
IBP - Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis
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Congresso: 9h às 18h30
Exposição: 12h às 20h

Idiomas:Português e Inglês

 
 
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  GNV - Artigos
  Autor/Fonte: Savio Gabriel/Diário de Pernambuco
  Data: 21/01/2019

    Venda de GNV cresce 25,6% e bate recorde em Pernambuco


 

Baixo preço e competitividade diante da gasolina, diesel e etanol são alguns dos motivos que explicam o crescimento, segundo a Copergás. 

 A venda de gás natural veicular (GNV) em Pernambuco, ao longo de 2018, foi a melhor da história. Dados da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) mostram que houve um crescimento de 25,64% em comparação a 2017, com uma média de 236 mil metros cúbicos comercializados por dia. Os motoristas estão cada vez mais apostando no combustível, considerado mais barato e menos poluente: segundo o Detran-PE, 7,2 mil automóveis fizeram a conversão no ano passado, provocando um aumento de 14% na frota de veículos GNV no estado.

Em dezembro de 2017, o estado possuía 46,1 mil carros movidos a gás natural, número que subiu para 52,7 mil (dados fechados até a última quarta-feira). O crescimento das vendas do combustível foi quase o dobro do comparativo entre 2017 e 2016, quando houve um aumento de 13,25%. Isso se deve a alguns fatores que aconteceram no ano passado. O primeiro deles é que o GNV em Pernambuco é um dos mais baratos do Brasil. Para se ter noção, na Paraíba o preço do metro cúbico é R$ 1 mais caro, explica Fábio Morgado, gerente de Comercialização Veicular e Industrial da Copergás. O preço médio no estado é de R$ 2,69 por metro cúbico. Fatores tributários também contribuem para a competitividade do combustível, segundo Morgado, já que Pernambuco adota alíquotas reduzidas para o GNV.

Outro fator que justifica esse boom está na diferença de preço entre o GNV e outros combustíveis, como gasolina e diesel. Até 2015, o preço de ambos era estabelecido por decisões do governo federal, mas a partir de 2016 passou-se a utilizar o preço do mercado internacional. Historicamente a diferença entre a gasolina e o GNV era de 25%, 30%. Com esse alinhamento de preços praticado pela Petrobras, esse índice atualmente chega a 50%. E a tendência é que isso continue acontecendo, reforça Morgado. A diferença é a mesma em relação ao etanol, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Os números de 2018 mostram que a curva de crescimento das vendas passou a ficar mais acentuada a partir de maio, quando a Copergás comercializou 232,1 mil metros cúbicos por dia, muito acima da média do primeiro quadrimestre (210 mil metros cúbicos). Coincidentemente, foi justamente em maio que a greve dos caminhoneiros paralisou o país, causando desabastecimento de gasolina, etanol e diesel nas revendas. Normalmente o primeiro trimestre é mais fraco. Eu diria que a greve dos caminhoneiros ajudou, mas não foi decisiva, porque o crescimento vinha acontecendo. Agora, obviamente que contribuiu. Durante a paralisação vimos que o único combustível que não faltou foi o GNV.

Para este ano, a perspectiva é de aumentar a disponibilidade de GNV no estado. Vamos conectar dez novos postos neste ano (à rede de abastecimento). No ano passado não ligamos nenhum, explica o diretor, acrescentando que é difícil estimar se o crescimento neste ano será na mesma proporção do registrado em 2018. A previsão mínima, no entanto, é de um aumento entre 15% e 20%.

 

Fonte: Savio Gabriel,Diário de Pernambuco/Sindcomb Notícias, (19/01/2019)

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