Cogeração EPBR 12 janeiro 2020

Eólicas offshore: Novos projetos somam 9 GW de capacidade instalada

 
A Neoenergia iniciou o licenciamento de três novos projetos para a construção de eólicas offshore no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Ceará. Juntos, somam 9 GW de capacidade instalada em 600 aerogeradores – maiores projetos em planejamento no país. 

São quatro parques em cada estado, divididos igualmente: 750 MW, a partir de 50 aerogeradores, quatro plataformas com subestações, linhas de transmissão e uma subestação em terra. Consideram aerogeradores com potência nominal de 15 MW cada, 245 metros de diâmetro, 155 metros acima do nível do mar.

Os projetos são desenvolvidos por meio da Força Eólica do Brasil (FEB), controlada pela Neoenergia, por meio de participação direta e, indireta, pela Elektro Renováveis, do mesmo grupo.

Com os planos da Neoenergia, sobem para sete os planos de instalação de eólicas offshore que já iniciaram o licenciamento ambiental no Ibama.

Listamos em outubro: são o piloto da Petrobras, em Ubarana (RN); o da BI Energia e o da Eólica Brasil (Asa Branca), no Ceará; e o Caju Offshore, da Rialma (MA). 

 
No Ceará, complexo Jangada 

Em um dos estados com maior potencial para instalação de eólicas offshore, a Neoenergia estuda instalar os parques Jangada 1 a 4 no litoral do município de Amontada. Está próximo dos campos de Atum, Xaréu, Curimã e Espada, que a Petrobras está vendendo em águas rasas da Bacia do Ceará.

E dos projetos exploratórios operados por Total, ExxonMobil, Premier Oil e Chevron, contratados nas 11ª rodada da ANP (2013); e Wintershall, da 15ª rodadas (2018).

Também é o único estado com um parque eólico com registro de recebimento de requerimento de outorga (DRO) emitido pela Aneel, no caso, o complexo marítimo Asa Branca I, da Eólicas Brasil (no mapa, mais próximo da costa).

Em dezembro, mostramos que um novo estudo identificou um potencial de 117 GW de capacidade para instalação de eólicas offshore no Ceará. Com um fator de capacidade de 60% a 62%, seria possível gerar de 506 TWh a 520 TWh por ano no estado. 

No Rio, complexo Maravilha 

Complexo eólico marítimo Maravilha (RJ). Elaborado pela EPBR, a partir da dados enviados ao Ibama.

Localizado entre São João da Barra e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, os parques Maravilha 1 a 4 estão na rota dos grandes campos maduros produtores da Bacia de Campos, ao Sul do Parque das Baleias, no litoral do Espírito Santo.

A região, com densa infraestrutura para operações offshore de produção e movimentação de petróleo também deve contar com projetos de revitalização de campos – está próximo dos camps de águas rasas vendidos recentemente pela Petrobras para a Perenco.

A energia chegará em terra a partir de cabos de transmissão que passarão pela costa de São João da Barra, a 10 km de Grussaí. De lá, seguem para a subestação em terra, conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

É o primeiro projeto de eólicas offshore pensado para o Rio de Janeiro. O governador do estado, Wilson Witzel (PSC), tem defendido a desfederalização dos leilões de energia para que o estado possa fazer suas próprias outorgas para geração de energia eólica e solar. 

E no Rio Grande do Sul, complexo Águas Claras 

Complexo eólico marítimo Águas Claras (RS). Elaborado pela EPBR, a partir da dados enviados ao Ibama.

O complexo eólico marítimo Águas Claras, também subdivido em quatro parques, com 750 MW, cada, é projetado para o litoral dos municípios de Capão da Canoa e Xangri-lá, vizinhos de Osório, região pioneira que recebeu o primeiro parque eólico do país.

O Rio Grande do Sul é hoje o quarto maior em capacidade instalada eólica (em terra), com mais de 80 parques e 1,8 GW de potência. 


 
Fonte: EPBR (06/01/2020)