Geral Gerência de Imprensa Petrobras 08 fevereiro 2020

Incorporação dos trabalhadores da Ansa pela Petrobras é inconstitucional, diz TST

A decisão do ministro do Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra, nesta semana, declarou inconstitucional a incorporação dos trabalhadores da fábrica da Araucária Nitrogenados (Ansa) aos quadros da Petrobras, uma vez que são empregados não concursados. Essa é principal pauta que motiva o atual movimento grevista liderado pela FUP. A Ansa foi comprada pela Petrobras em 2013 e, desde então, apresenta recorrentes prejuízos. Na época da aquisição, os atuais empregados já faziam parte dos quadros da empresa.

O ministro destacou, na decisão, que a pauta apresentada pelas entidades veicula pretensão manifestamente inconstitucional, ao exigir a simples ‘absorção’ dos empregados da subsidiária pela Petrobras, sem a prévia aprovação em concurso público, procedimento vedado pelo disposto no art. 37, II, da CF.

Hibernação e benefícios

A Petrobras anunciou o início do processo de hibernação da fábrica em 14 de janeiro. Os resultados da Ansa, historicamente, demonstram a falta de sustentabilidade do negócio: somente de janeiro a setembro de 2019, a Araucária gerou um prejuízo de quase R$ 250 milhões. Para o fim de 2020, as previsões indicam que o resultado negativo poderia superar R$ 400 milhões.

A continuidade operacional da Ansa não se mostra viável economicamente. Por isso estão sendo encerradas as atividades da empresa e os seus 396 empregados serão desligados. Além das verbas rescisórias legais, os funcionários receberão um pacote adicional de benefícios que inclui um valor monetário adicional entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, de acordo com a remuneração e o tempo de trabalho; manutenção de plano médico e odontológico, benefício farmácia e auxílio educacional por até 24 meses, além de uma assessoria especializada em recolocação profissional.

 

 

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