Geral Ricardo Muza 01 junho 2020

Covid 19 introduz o GLP, pela primeira vez, no GasNet, depois de 20 anos dedicados ao Gás Natural

 

A pandemia provocada pelo coronavírus trouxe ao hospital universitário a necessidade de ampliar suas instalações voltadas para a assepsia dos funcionários. A UFMS pediu uma autorização formal à ANP, já que a universidade pesquisa o GLP.

Com isso,  a equipe técnica da  Copagaz se uniu aos pesquisadores do Laboratório de Análises Químicas da UFMS para juntos desenvolverem um projeto que usa o gás de cozinha como fonte de energia secundária para quatro contêineres, equipados com duchas de água quente e áreas secas (vestiários), backup para determinados equipamentos médicos e  também abastecer uma máquina de alta pressão para limpeza da área externa das instalações de estrutura de suporte. 

O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – Humap - UFMS, por onde circulam cerca de 500 alunos e 200 residentes por dia, possui 1.600 funcionários, dos quais 1.200 diretamente envolvidos no atendimento (médicos, enfermeiros e farmacêuticos, dentre outros).
 
Inicialmente, 400 deles atenderão diretamente os pacientes de Covid-19 que forem encaminhados àquela unidade, todos com complicações devido a comorbidades, conforme definido pelo plano estadual de atendimento do governo do MS.
 
 
No Humap - UFMS, a Copagaz instalou um reservatório com 2 toneladas de GLP, suficiente para suprir a demanda por pelo menos 30 dias e montou toda a estrutura com os contêineres em parceria com o Grupo Cavagna - empresa Italiana responsável pela fabricação e comercialização de produtos focados na geração de energia limpa. Ela está preparando os geradores e toda a estrutura que irá usar o GLP no Humap - UFMS. O gás de cozinha também será o combustível para uma lavadora de alta pressão que será usada com a finalidade  de higienizar  as áreas externas, na qual circularão os funcionários destacados para trabalhar com os pacientes de Covid-19 e que, portanto, precisam de um cuidado maior.
 
Durante todo o período, a eficiência energética do GLP será medida pela equipe do Laboratório de Análises Químicas da UFMS, como objeto de estudo para o uso em novas aplicações para a indústria.
 
 
Lembrando que essa é a primeira vez no país que a ANP autoriza, em caráter excepcional, o GLP para outros usos. A resolução 49 da Agência - parágrafo 34 - restringe a utilização desse gás para diversas atividades industriais, como forma de garantir o abastecimento doméstico, desde os anos de 1990.